Carta aberta ao Presidente Edno Melo e ao Conselho do Clube Náutico Capibaribe: Newton Morais

Por ROBERTO VIEIRA
UM PROCESSO correndo no Clube Náutico Capibaribe visa expulsar dos quadros do clube o Conselheiro Newton Morais. Para quem conhece a pessoa de Newton Morais, a paixão de Newton Morais pelo clube, a folha de serviços de Newton Morais pelo time de Rosa e Silva, tudo isso parece um daqueles descalabros da Santa Inquisição, mas não é.
Pois de Inquisição o ato tem tudo, porém de Santa não tem nada.
O grande, imenso, abissal pecado de Newton Morais nesse processo que mancha a história alvirrubra foi… ser oposição. E ser oposição virou palavrão na aparente democracia Timbu.
O argumento para expulsar Newton é simplório. Newton discorda da administração atual que realiza um belo trabalho administrativo… porém essa administração deseja um fato impossível: a unanimidade.
Unanimidade nenhuma administração terá na política, nos clubes ou na vida, principalmente porque os seres humanos possuem um defeito de fabricação: são humanos.
Para quem imagina que o processo contra Newton é excepcional, exceção, ponto fora da curva, uma lembrança.
O Mestre e Conselheiro Newton Morais é o terceiro personagem da história alvirrubra a receber tratamento de traidor da pátria na atual gestão alvirrubra.
O primeiro foi o ídolo e homem de reputação acima de qualquer suspeita Ivan Brondi. Símbolo de tudo de melhor que habitou o Clube Náutico Capibaribe, Ivan Brondi foi agredido na presidência do clube da forma mais nefasta e pusilânime.
O segundo foi Rafael Gazzaneo que dedicou sua vida à reconstrução do estádio dos Aflitos. Gazzaneo que recebeu as pedras quando já estava longe da nossa dimensão terrena. Ou seja, mais covardemente ainda.
O terceiro da lista é Mestre Newton Morais.
Caro presidente do Clube Náutico Capibaribe, a vida ensina que o tempo não para. A unanimidade só existe nos cemitérios. A mão que afaga também apedreja.
Uma sociedade não se constrói com ódio. O ódio, a perseguição e a vingança nada trazem de bom. O transitório êxito esportivo não dura para sempre.
Mas a injustiça cometida, esta injustiça será eterna. Ivan Brondi e Rafael Gazzaneo não mereciam as pedras e a injustiça. Mestre Newton Morais também não.
E nunca é demais fazer aqui a pergunta que não quer calar:
Quem será o próximo da lista negra?
Eládio, José Porfírio ou Wilson Campos?

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