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Flamengo, Conmebol e os jogadores infectados

Sem gerar surpresas, seis jogadores do Flamengo foram diagnosticados com COVID-19, às vésperas do duelo contra o Barcelona do Equador, pela Libertadores da América.

São eles: Diego, Filipe Luis, Michael, Isla, Bruno Henrique e Matheuzinho.

Trata-se, evidentemente, de efeito do descaso das Federações, Confederações e agremiações com a epidemia que, somente no Brasil, aproxima-se de 140 mil vítimas fatais.

Não se descarta, pelo perfil da doença, que outros flamenguistas possam estar infectados, sejam eles jogadores ou não, além das pessoas com que mantiveram contato nos últimos dias.

Ainda assim, a Conmebol, com a conivência do Flamengo, não desmarcará a partida.

Nesse quadro de irresponsabilidades diversas, a diretoria rubronegra, que, por descaso, permitiu a morte de uma dezena de crianças, queimadas vivas num CT tocado a base de gambiarras, trabalha agora para que os seis ‘premiados’ não cumpram a obrigatória quarentena, expondo-os, e a seus mais próximos, a riscos que podem vir a se tornar realidades fatais.

“A probabilidade é pequena”, dirão alguns.

Quando fios desencapados eram emendados com fita isolante no Ninho do Urubu, muita gente deve ter pensado de maneira semelhante.

Se da cartolagem não se poderia esperar nenhuma proteção que não fosse a do dinheiro, é triste constatar o silêncio das vítimas, que, se unidas, deveriam recursar-se a entrar em campo, sob risco de tornarem-se, pela omissão, algozes, se não de si proprios, de companheiros de profissão, familiares e demais seres humanos que os cerquem.

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