Guardiola, Messi e o Barcelona

O auge costuma ser o marco para o início da decadência, que pode ser gradativa ou, se a estrutura não for das melhores, tão rápida quanto o sucesso conquistado.
Messi é tão genial que atingiu o ápice técnico no Barcelona, no período Guardiola e, ainda assim, sempre como protagonista, levou à gloria versões menos eficientes e espetaculares da equipe catalã.
Mas, depois de longa jornada, o limite parece ter chegado.
A solução é mudar ou parar.
Mudar implicaria em arriscar-se novamente, sob gestão doutro treinador e com novos companheiros de clube.
Parar, não quer dizer, necessariamente, encerrar a carreira, até porque ainda tem muito futebol a demonstrar, mas iniciar desafio incerto noutra agremiação.
Com relação a Guardiola, parece não haver mais o que fazer para melhorar o Manchester City.
Há anos o treinador tem recusado a ideia de retorno ao Barcelona, talvez por medo de comparações ou de perder a fama, com justiça, adquirida em terras catalãs.
Os oito a dois do Bayern, que implodiram a estrutura do Barcelona, podem ter, ou deveriam ter, o poder de faze-lo repensar.
Aceitar o desafio de reestruturar o clube sem a pressão de outrora – exatamente porque terá que recomeçar um trabalho quase do zero, e com a oportunidade de ter ao lado, ainda, um gênio argentino que conhece e fez jogar como poucos deveria ser a grande motivação, ao menos nesse momento, de ambos.
Ganharia o Barcelona e os demais torcedores do futebol mundial, que torcem, por prazer próprio, pelo sucesso de ambos.
