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Reprovação de contas de Andres Sanches pelo CORI diz muito sobre quem tentou aprová-las

Ontem (13), apesar de tantas irregularidades num balanço deliberadamente manipulado para enganar os conselheiros do Corinthians, apresentando um déficit de R$ 177 milhões quando a conta correta aproxima-se dos R$ 200 milhões, o CORI indicou a reprovação das contas por apertados seis a cinco.

Mais um pouco, aprovaria, porque em caso de empate (teve gente que faltou) o voto decisivo seria do presidente, que é bajulador notório do atual grupo gestor.

Agora, rejeitadas pelo Conselho Fiscal e pelo CORI, as contas passarão pelo decisivo crivo do Conselho.

Em mantido o resultado, será dado início ao processo de impeachment de Andres Sanches.

Pela reprovação, votaram Mario Gobbi, José Antonio Avenia Neri, Carlos Senger, Pedro Luis Soares, Claudio ‘Vila Maria’ Romero e Alexandre Palhares.

É, porém, entre os que aprovaram, que o torcedor do Corinthians precisa refletir.

Evidenciada a inexistência de base técnica para o voto favorável, restou apenas, quando não a escolha política, a indecente.

Dentre os cinco que tiveram coragem de realizar esse atentado contra o clube, destacamos três: um desembargador que quase foi presidente do TJ-SP, um ex-presidente do clube e uma, talvez, lingua de aluguel.

O magistrado, Ademir Benedito, por função, tem obrigação de decidir contra os que cometem irregularidades.

Juntar-se a eles, então, seria uma tragédia.

Roberto Andrade, o ex-presidente, precisou de Sanches, no passado, para não ser afastado do cargo.

Partiu daí a composição que dividiu a gestão com o empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga.

A dívida, agora, foi paga.

E, por fim, a ex-blogueira Yule Bisetto, que tornou-se ‘queridinha’ da quadrilha ao, espertamente, iniciar ataques contra o Blog do Paulinho – que desvendava, com pioneirismo, os desmandos de Sanches – sendo indicada até para trabalhar no ‘Globo Esporte’, fez exatamente o que lhe foi ordenado, apesar de tantas juras de amor ao Corinthians, a quem cravou a faca nas costas como se fosse Judas recebendo as três moedas.

Os outros dois ‘aprovadores’ das contas foram os inexpressivos, mas não menos ‘sabujos’ (no contexto político), Armando Pacheco e Joaquim de Sousa Gonçalves.

Na marca do pênalti para ser expulso do Corinthians, acusado por alguns até de ‘ladrão’, Sanches só tem uma ‘bala de prata’ a ser utilizada em sua defesa, mas o atirador, dono da Kalunga, precisará ter muita coragem, diante do clima atual do Parque São Jorge, para defendê-lo.

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