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Fala de Leclerc resume covardia dos pilotos que não se ajoelharam

Ontem (05), antes do início do GP da Áustria de Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton comandou um protesto contra o racismo, em que os pilotos, no momento do hino nacional, deveriam ajoelhar-se.

Dos vinte que largaram no Grande Prêmio, seis permaneceram de pé: Max Verstappen, Antonio Giovinazzi, Carlos Sainz, Charles Leclerc, Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat.

Evidentemente, ninguém é obrigado a aderir a qualquer forma de manifestação que não se coadune com seus pensamentos e comportamentos cotidianos.

Talvez até exista, entre os que não se ajoelharam, razões plausíveis para deixar de fazê-lo.

Porém, a fala de Charles Leclerc, da Ferrari, nascido no principado de Mônaco, foi bem esclarecedora:

“Acredito que o que importa são fatos e comportamentos em nossa vida cotidiana, em vez de gestos formais que poderiam ser vistos como controversos em alguns países”

Tirante o fato que é raro ver um racista famoso confessar seu preconceito – até porque parte deles até acredita não ser – utilizar como desculpa para não protestar a possibilidade de desagradar outros países é pura covardia.

Um dos efeitos de quem luta contra o preconceito é exatamente o de desagradar os preconceituosos.

Resta saber a quem Leclerc e talvez outros, levando-se em consideração que sejam apenas covardes e não racistas, temiam incomodar, se os seus países de origem, dos seus patrocinadores ou a Áustria, sede do GP.

Vale sempre a pena relembrar que Hamilton, detentor de currículo esportivo invejável e contratos de patrocínios milionários, ou seja, com muito mais a perder do que a soma dos seis que não ajoelharam, participou não apenas deste protesto, que tinha a intenção de chamar a atenção, globalmente, para o combate ao racismo, mas também, na condição de anônimo (com o rosto coberto), doutros mais, revelando que pode haver preocupação com a humanidade entre os que estão protegidos pela fama.

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1 comentário em “Fala de Leclerc resume covardia dos pilotos que não se ajoelharam”

  1. Tanto Leclerc como o Verstappen agiram corretamente, eles são pagos e muito bem pagos pra sentar no cockpit e ganhar corridas e não pra perder tempo com protestos inúteis pra agradar a agenda dos politicamente corretos.

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