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O jogo sujo da política do Corinthians

Ontem (20), o Blog do Paulinho revelou caminhos, previstos pelo Estatuto do Corinthians, para que conselheiros alvinegros possam agendar, com urgência, reunião para votação das contas da gestão Andres Sanches.

Oposição do Corinthians precisa passar das ‘notas de repúdio’ à ação

No texto, levantamos a possibilidade de Antonio Goulart, presidente do Conselho Deliberativo, estar fazendo ‘corpo-mole’, objetivando proteger os atuais gestores de punições graves em caso de reprovação dos números.

Se conseguirem 50 assinaturas, os conselheiros do clube obrigarão o órgão a se reunir até, no máximo, em 30 dias, independentemente da vontade e das ações da mesa diretora.

Em entrevista à Gazeta Esportiva, Goulart evidenciou, ainda mais, a desfaçatez de seus procedimentos:

“A próxima reunião será a da votação do orçamento. Deveria ser na última semana de abril, mas tem muitos conselheiros que não têm familiaridade com mídia eletrônica. Sem contar que, apesar de eu confiar nos conselheiros, de repente, à distância, será que ele mesmo que irá votar? Por isso, achamos melhor fazer presencialmente”

“A votação acontecerá na primeira semana, tão logo haja possibilidade de reunir as pessoas presencialmente. Essas reuniões são sempre feitas no teatro, mas temos as opções para usar o salão nobre ou o ginásio. Acredito que até agosto isso deve acontecer”

“Não há a necessidade de eles emitirem o parecer agora. Um ou dois dias antes da reunião do Conselho Deliberativo, isso vai acontecer. Divulgar agora é jogar uma pressão em cima do Conselho Deliberativo desnecessária. Não vou ser responsável por fazer uma reunião online para um assunto tão sério”

O presidente do Conselho, nessa entrevista, utiliza como desculpa para o atraso da votação das contas a suposta ignorância dos colegas de conselho, quando, no recente 11 de maio, outro orgão relevante do clube, o CORI, reuniu-se de maneira virtual, contando com conselheiros, entre os quais ex-presidentes, quase todos com idade avançada.

Levando-se em consideração que a participação se dá por vídeo, a possibilidade doutra pessoa votar no lugar de um conselheiro, como sugerido na entrevista, é nenhuma.

Goulart trabalha, nitidamente, para proteger Andres Sanches, contando com a aprovação de Projeto de Lei (em trâmite no Senado) que livraria o dirigente do impeachment, que, em troca dessa gentileza, poderia apoiar a candidatura do empresário Paulo Garcia (aliado do mandatário do Conselho) à presidência do Timão.

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