Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“A ganância é o maior pecado que o homem comete com ele mesmo, no meio da fartura ele se torna um miserável”
Nereu Alves – Pensador
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ANAF atende pedido da CBF
Certamente é público que a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol recebe da CBF, valor mensal que desconheço.
Neste
Campo em muitos setores da atividade pública e privada, entendo ter duas vias, especificamente no futebol,
Aonde
Na maioria dos casos: Que dá quer algo em troca.
Dito isso
Ocorreu vaga no STJD da CBF, que, salvo engano, sugeriu a Salmo Valentin, ex-árbitro e atual presidente da entidade dos árbitros, detentora da indicação,
Que
Indicasse Ronaldo Botelho Piacente; sendo atendida.
Resumindo explico:
A sugestão da ANAF refletira na procuradoria geral do STJD, uma vez
Que
A CBF passara ou passou a ter maioria no STJD.
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Louvável
Decisão derivada da Escola de Árbitros da FPF que leva o nome do saudoso Flavio Iazetti
Lembrete
(O falecido e respeitoso Flavio Iazetti é pai do jornalista Lucas Neto)
Segundo
O diretor Carlos Augusto Nogueira Junior, com aceitação da presidente do departamento de árbitros Ana Paula de Oliveira,
Estabeleceu
O EAD – Ensino à Distância para as aulas restantes do módulo atual, Entendendo que os alunos enfrentam dificuldades financeiras a FPF suspendeu o pagamento das parcelas par quem não possa pagar neste momento,
Adiando
O pagamento aos que não tem condições de fazê-lo, para que, na sequência, o faça,
Depois
Da pandemia, sem juros, correções e/ou multas, fazendo uma alteração no contrato assinado entre as partes.
Advertência
A iniciativa foi da própria FPF sem qualquer pedido do SAFESP.
Entidade
Presidida por Aurelio Sant’Anna Martins, um dos importantíssimos peritos que operam nas regras jurídica deste Brasil, brasileiro;
Retorno à indagação
V.S. ª. Vai ou não vai, se comprometer publicamente e renunciar a verba de representatividade de aproximadamente R$ 7.000,00?
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POLÍTICA
Encravado nas estrelas

O desafio das Armadas é evitar o contágio do vírus do descrédito
Militares com assento em gabinetes do Planalto e adjacências estão vendo como é difícil fazer parte de governos quando o ato de governar é presidido pela democracia. Panorama visto também por seus pares sem postos no Executivo, a serviço apenas do Estado. Uma boa experiência tanto para os remanescentes do regime autoritário quanto para as novas gerações lotadas no Exército, Marinha e Aeronáutica. Ressalvadas as exceções de praxe, para todos eles tudo indica serem pontos pacíficos a prevalência do poder civil resultante da escolha livre do voto e a normalidade institucional da Constituição de 1988. Nessa condição, depois de 21 anos no comando da nação, enquadraram-se ao ditame familiar à vida nos quartéis: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Nos últimos 35 anos não houve dúvida quanto ao imperativo de obediência devida à Carta Maior. Nesse período não se discutiram coisas como a hipótese de golpe militar.
O problema começou quando quem assumiu o topo da linha de comando mostrou não ter um pingo de juízo. Nessa hora, a de agora, as Forças Armadas passaram de instituição benquista a alvo de suspeições golpistas. E por quê? Grosso modo porque subverteram a ordem dos fatores e altas patentes aceitaram se submeter às ordens de um capitão. Reformado por indisciplina acrescente-se. Na vigência de um regime de liberdades, garantia dos direitos individuais e submissão aos deveres constitucionais tudo tem um preço. Caríssimo e cobrado com juros da desmoralização quando se avalizam atos e palavras que extrapolam aqueles preceitos. Seja pelo compartilhamento do mesmo espaço, seja por ação e/ou omissão. No caso da junção dessas duas situações, o efeito dificilmente deixa de ser desastroso.
“Ajuizados, militares têm problemas quando quem manda não tem um pingo de juízo”
É o risco que correm as Armadas com o desgoverno de Jair Bolsonaro. Versão corrente reza que há resistência à manutenção de Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde a fim de evitar levar ao colo dos militares a crise sanitária. Se verdadeira, a precaução é inútil. Primeiro, porque foi ignorada pelo presidente ao anunciar a permanência do general “por muito tempo” no cargo e pelo próprio ao incorporar mais treze militares à equipe, assumindo o papel de testa de ferro da obsessão presidencial pela cloroquina. Segundo, porque não são só os desacertos no combate à pandemia que lhes pesarão sobre os ombros, mas também toda sorte de atitudes erráticas do governo no qual estão envolvidos para muito além do colo, ultrapassando a linha do pescoço.
Definitivamente não foi um bom negócio para os fardados esse mergulho sem barreiras de proteção. A despeito da compreensão de que generais que dividem mesa de reunião ministerial onde se fala aos palavrões não traduzem o pensamento majoritário no contingente das corporações armadas, aos olhos da sociedade não se estabelece essa separação. Não moderaram, como era a expectativa, os modos do presidente. Resta saber o que farão, além de comunicados oficiais de afirmação democrática, para evitar o alastramento do contágio e, com ele, a perda da indispensável credibilidade.
Dora Kramer: Colunista da Veja publicada na edição 2628 datada em 22/05/2020
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Finalizando
“Numa ditadura, não daria para fazer uma passeata pela democracia. Na democracia, você pode fazer uma passeata pedindo a ditadura.”
Mário Sergio Cortella: é filósofo, escritor e professor de teologia
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-23/05/2020
EM TEMPO: a versão em vídeo da Coluna do Fiori, apesar de realizada, não foi gravada, devido a problemas técnicos no software do Blog do Paulinho.
Desde já pedimos desculpas aos leitores.
Semana que vem tudo estará normalizado.
