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Diretor de futebol de Gobbi ‘acalma’ intermediários que circulam no Corinthians

Andres Sanches, Oldano Carvalho, Fernando Alba e Raul Corrêa da Silva, em Londres, após encontro com Kia Joorabchian

Dentre as ovelhas desgarradas das recentes administrações corinthianas, que agora apresentam-se como oposicionistas, o mais empolgado com a possibilidade de uma candidatura do ex-delegado Mario Gobbi à presidência do clube é o ex-diretor das categorias de base Fernando Alba.

Faz todo o sentido.

Alba investiu bastante para colher os frutos que almeja para 2021.

Em 2007, ainda na condição de simples dono de estacionamentos, bancou do próprio bolso sua participação numa viagem a Londres, ao lado de Raul Corrêa da Silva, Andres Sanches, Oldano Carvalho, Osmar Stabile e Marlene Matheus, para, supostamente, colocar Kia Joorabchian, então parceiro alvinegro da MSI, na parede, diante de tantas informações desagradáveis que surgiam sobre o empresário no Brasil.

Voltaram ao país defendendo os interesses do iraniano.

Muitas são as especulações sobre o que teria motivado a mudança de opinião.

Meses depois, descobriu-se que Kia contou-lhes, em detalhes, diversas falcatruas, entre as quais o famoso ‘Caso Nilmar’, que somente chegou à público pelo trabalho do ‘Blog do Paulinho’, gerando, tempos depois, enorme prejuízo ao alvinegro em sanções aplicadas pela FIFA.

Eles sabiam, mas omitiram.

As razões do silêncio foram descobertas adiante: Kia financiou a campanha de Andres Sanches à presidência do Corinthians e todos os demais assumiram cargos importantes do Parque São Jorge.

Os resultados práticos, treze anos depois, ainda permanecem ativos no cotidiano alvinegro: Sanches mantem-se no poder em seu terceiro mandato (um deles, tampão), as contas do clube seguem escabrosas (herança de Raul) e o futebol de base infestado de intermediários (sistema aperfeiçoado por Alba).

Voltando ao personagem principal dessa postagem, Fernando Alba, nos dias atuais, é mais um dos integrantes do obscuro mercado da bola, e, nas últimas semanas, tem reunido-se (em alguns casos, por conta do coronavírus, virtualmente) com seus colegas, intermediários de atletas, para tranquilizá-los.

Garante que numa possível presidência de Gobbi será ele o diretor de futebol e que o sistema atual de negócios permanecerá inalterado.

A pedra no sapato, porém, é Fernando Garcia.

Se Kia Joorabchian, por razões evidentes, terá vida boa com essa gente, assim como Carlos Leite e demais agenciadores, o mesmo não pode ser garantido ao irmão de Paulo Garcia, que, desde antes, mantém divergência com o cartola.

O embate se deu quando Alba era diretor da base alvinegra e trabalhava pelos seus interesses e doutros agentes coligados.

Fernando, sem prioridade, nunca perdoou.

A certeza, diante do quadro atual, é a de que o futebol do Corinthians dificilmente escapará, nas próximas eleições, do cabresto comercial a que foi submetido, nos últimos anos, responsável pelo enriquecimento de quase todos os cartolas que passaram pelo departamento.

Se Sanches lançar candidato, não o fará sem o devido resguardo de interesses.

Paulo Garcia não abandonará o irmão ao relento.

Gobbi está amarrado com Alba, assim como esteve com Carlos Leite enquanto diretor de Andres.

A incógnita é Augusto Mello, embora, em passado recente, tenha sido indicado a trabalhar no União Barbarense justamente por um grupo de agentes e, durante sua passagem pelo departamento amador do Timão, como diretor de Sanches, viu e não relatou, se é que não participou, colocando a boca no trombone somente em vias de rompimento, ainda assim, como imortalizado pelo clássico ‘Casablanca’, entregando apenas ‘os culpados de sempre”.

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