Ricardo Teixeira e a síndrome de Munchausen

Enquanto no poder, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, era tratado pelo Blog do Paulinho como ‘Barão de Munchausen’, pela semelhança de hábitos com o folclórico personagem europeu.
Pequena busca no Google sobre o assunto deixará o leitor contextualizado.
Teixeira odiou tanto a comparação que chegou a nos processar, mas perdeu.
Ontem (15), nitidamente abatido e envelhecido, o foragido do FBI, a quem ironizou, mais parecia estar encarnando seu alter-ego do que, propriamente, interessado em defender-se.
Mentiu, omitiu e foi extremamente criativo para desviar de assuntos espinhosos.
Ao seu lado, assessorando-o, não se sabe como amigo ou contratado, o desfrutável Rodrigo Paiva, ex-assessor da Casa Bandida, além de parceiro de contas correntes em Andorra.
Convenhamos, faz todo o sentido.
Constatado que Teixeira, após anos em que deixou o comando da CBF e escapou do FBI, não tem nada a acrescentar ao que já se sabe sobre ele, nem mesmo para própria defesa, o melhor que se faz é relembrar seus feitos passados – para que sirvam de parâmetros para o futuro – mas, pessoalmente, relegá-lo ao ostracismo, quando muito, se ocorrer, noticiar sua improvável punição ou o passamento que, não se tem certeza – para os que acreditam – se dará em plano superior ou inferior.
