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O armário de Gugu Liberato

Desde o início da semana, Rose Miriam, ex-companheira de Augusto Liberato, o Gugu, sabe que enfrentará, na luta pela herança do apresentador, além da concorrência dos três filhos, a do chefe de cozinha Thiago Salvático, que alega, assim como ela, ter vivido em regime de união estável com o recém falecido.

Ambos tem razão.

Rose ajudou Gugu, ainda que amparada em contrato, a criar os filhos e, conforme relatos de diversas testemunhas, além de registros fotográficos, era por ele tratada como esposa, em evidente relação de carinho – ainda que, por ventura, desgastada com o tempo.

Salvático foi, durante quase uma década, o marido, provendo situações e sentimentos mais adequados à orientação sexual do apresentador.

Sim, porque Gugu era gay e todo o meio artístico e a imprensa sabiam disso.

A família também, a ponto de, covardemente, insinuar a condição, para, em entrevistas enviesadas à imprensa, combater os argumentos de Rose Mírian.

O ex-polegar Rafael Ilha, entre outros (fora das câmeras) sempre contaram histórias à respeito.

Diante de um contexto de mundo extremamente preconceituoso, nos anos 80, Liberato decidiu manter tudo isso em vida privada, levando em consideração, também, a necessidade de se viabilizar comercialmente.

Se acertou ou errou, existem diversas opiniões à respeito.

Sem entrar no mérito da questão familiar, em que boa parte dos protagonistas parecem, de fato, inclinados ao litígio, no que diz respeito à realidade dos fatos, não há como minimizar a importância de Rose e Thiago na vida do apresentador.

Ambos foram, cada qual a sua maneira, seus parceiros de vida.

Se merecem as indenizações pelas quais brigam na Justiça, somente os foros competentes poderão decidir.

Seguir escondendo o que está, há tempos, escancarado ao meio artístico, servirá apenas para prejudicar ainda mais a imagem do apresentador.

Não há o que possa envergonhar Gugu na revelação de sua sexualidade, diferentemente do que sempre ocorreu na sua exaltada vida profissional, em que protagonizou, apesar de boa parte da mídia preferir esquecer, matérias forjadas, como famoso ‘caso PCC’, além de acusações diversas de assédios que seriam resolvidas, dizem alguns, intramuros, pelo peso do dinheiro.

Existem muitos esqueletos escondidos nesse armário de conveniências.

Nessa história, que deixou de ser privada pela ação dos próprios personagens, nem todo santo é ilibado e os tratados como demônios, eventualmente, tiveram seus momentos celestiais.

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