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O adeus de Valdir de Moraes (1931-2020)

Por ROBERTO VIEIRA

O Renner era um timaço.

Calmo.

Galã de cinema, segundo Valdir?

Eram Bellini e Gilmar.

O negócio de Valdir era ganhar a vaga de Aníbal.

Quem sabe virar contador?

Valdir que nasceu em Porto Alegre.

Naquele varguista 23 de novembro de 1931.

Filho do proprietário de uma loja de acessórios de carros.

Bom em matemática – formado em contabilidade.

Funcionário da Renner.

Agarrou tanto nas peladas da empresa que foi chamado pro time.

Pelo Renner foi bicampeão gaúcho juvenil.

Campeão gaúcho profissional de 1954.

Goleiro da seleção brasileira na conquista do Panamericano de 1956.

Brasil representado pelo Rio Grande.

Braços dados com dona Ivone.

Chegou ao Palmeiras ganhando 35 mil cruzeiros antigos.

Disciplinado.

Também levou o Belfort Duarte.

Bateu o Santos e foi supercampeão em 59.

Para Renato e Denise contava uma história.

História sobre sua maior defesa.

Brasil x Argentina.

Panamericano do México.

Loyacono e Cejas tabelam dentro da área.

Loyacono manda forte, no ângulo.

Grita gol… mas Valdir espalma.

O público delira.

Loyacono e Cejas abraçam o arqueiro no chão.

O Brasil é campeão.

O Palmeiras teve Oberdan, Leão, Marcos.

Mas Valdir de Morais foi infinito.

Como goleiro e também como professor.

Pois até hoje existe um pouco de Valdir em cada defesa dos goleiros brasileiros.

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