O desrespeito a Ayrton Senna

Rodrigo Camacho, autor das ‘obras-primas’, forjadas em balas de revolveres e fuzis, que tornaram-se símbolo no novo partido de Bolsonaro e homenagearam o desfrutável ministro Sérgio Moro, ameaça, agora, desrespeitar uma unanimidade nacional.

O artesão promete confeccionar um retrato de Ayrton Senna, utilizando-se do mesmo material.

Viviane Senna, irmã do piloto, apesar da proximidade com nosso inqualificável presidente, que sugere alguma limitação moral, precisa deixar claro se compactua com o gesto ou reprova a iniciativa.

Em silêncio, passará a ideia de que trata-se de evento apoiado, oficialmente, pelo clã do ex-piloto.

Senna, se vivo, provavelmente abominaria se ver retratado dessa maneira ou estar ligado a quem apoia qualquer iniciativa semelhante.

Se Viviane não tem vergonha de se juntar a essa gente, que o faça como pessoa física, não na condição de gestora, que é, da marca e do legado de um ídolo nacional, adorado justamente pelos que são oprimidos pelo governo que insiste em avalizar.

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