Detalhes que a diretoria do Corinthians não revela sobre recentes negociações do clube

Entre jogadores negociados e os que estão em vias de assinar contrato com o Corinthians, salta aos olhos o fato de, assim como nos tempos de MSI, quase todas as tratativas serem feitas no exterior.
Principalmente os pagamentos.
A impressão, assim como ocorreu entre 2004 e 2005, é a da necessidade de fugir das restritas regras do mercado financeiro brasileiro.
O ‘por fora’, na gíria, seria menos detectável.
Sidcley e Cantillo deverão se apresentar ainda esse mês.
No caso do colombiano, o próprio Andres Sanches, presidente do Corinthians, sentou à mesa de negociações na Colômbia, ao lado de Kia Joorabchian e Giuliano Bertoloucci.
Em ambos os casos a ‘criatividade’ contábil prevaleceu.
Sidcley terá empréstimo pago pelo clube, numa estranha operação de acréscimo de salário e retorno do dinheiro através de prepostos, que foi explicada, ontem, pelo blog, na postagem que pode ser conferida no link abaixo:
A obscura movimentação financeira do Corinthians para contratar Sidcley
Para contratar Cantillo, também por empréstimo, o Corinthians terá que pagar, em dia, quatro parcelas de R$ 4 milhões, de três em três meses.
Se o fizer no prazo, receberá 70% dos direitos do atleta.
Detalhe: o dinheiro terá que ser depositado, em dólar, por intermédio de conta em paraíso fiscal.
Em atrasando um pagamento qualquer, perderá todo o montante investido e o jogador retornará à Colômbia.
A única transação em que Kia não está envolvido foi tocada pelo parceiro local da diretoria do Corinthians, o agente Fernando Garcia, que, em janeiro de 2018, provavelmente acertado com cartolas alvinegros, adquiriu o atacante Davó, por R$ 800 mil, repassando-o ao Timão por R$ 2 milhões.
Sem contar o pagamento de comissão, que se aplica, também nos casos dos estrangeiros trazidos por Joorabchian.
