Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Mas o que seria a difamação infundada, se não uma propaganda negativa e enganosa, desferida por um ser de caráter duvidoso, no intuito de prejudicar alguém?”
Aforismo de: Josianne Corrêa Cardoso
—————————————————————
Segundo regimento eleitoral SAFESP firmado no dia 30 de Novembro de 2004

Artigo II
Será garantida por todos os meios democráticos, a lisura dos pleitos eleitorais, assegurando-se condições de igualdade as chapas concorrentes
Seção I – Do eleitor
Artigo 3º
É eleitor todo associado que na data da eleição contar com mais de doze meses de inscrição no quadro associativo e estiver em dia com a contribuição
Das candidaturas e inelegibilidades exposto no Setor II
Artigo 4º – Com ressalvas previstas no artigo seguinte poderá ser candidato o associado que:
a – Tenha sido admitido como sócio até dois anos antes do prazo final do registro das chapas
b – Estar em dia com as contribuições
Artigo 5º
Além dos impedimentos do estatuto social serão inelegíveis e não poderão permanecer no exercício do cargo eletivo o associado que:
a – Deixar de ter aprovada definitivamente suas contas em função do exercício de cargo de administração sindical;
b – Houver lesado o patrimônio de qualquer entidade;
c – Estar em atividade no futebol profissional;
d – Não ter atuado, pelo menos, dois anos como árbitro ou árbitro assistente no futebol profissional;
e – Integra a categoria de associado temporário
f – Dirigir associação ou entidade de árbitros não reconhecida na assembleia geral
Paragrafo único
O impedimento previsto nas letras “c a f” são apenas para o cargo de presidente e vice
Minha análise
Atinente ao inelegível discorda da comissão eleitoral por ter aceitado a inscrição da chapa 02 liderada por Aurélio Sant Anna, idem, quanto sua vice Regildênia de Holanda Moura,
Vez que:
Desde meus tempos o árbitro inscrito no quadro da FPF pode e deve ser escalado em todas as competições
Portanto
A defesa do candidato Aurélio Sant Anna que exercera a atividade no futebol amador não me convence
Relativo
A candidatura Regildênia de Holanda Moura; creio, que: por receber paga como instrutora CONMEBOL, CBF e FPF,
Encontra-se
Enquadrada na letra “c” do art. 5º
Concernente
A José de Assis Aragão principal candidato da chapa 3; por ser vedor de árbitros, sou convicto que agride o inserido no art. 5º letra “c”.
Advirto
Aos componentes das chapas litigantes, eleitores, apoiadores, marqueteiros e possíveis financiadores conectados com qualquer das concorrentes para se ativer e agir com decência, excluindo das redes sociais as difamações lá impregnadas
Abandonem
Prontamente os Interesses subjetivos
Poupem
De suas cisões e falta de ética: A instituição árbitro de futebol junto à opinião publica
Eleitor
Avalie o passado e ético dos candidatos, se deixou da exercer o cargo, se abriu mão de auferir a verba mensal e propostas
Vote
Desprovido de interesses.
Não
Troque seu voto por postagens falsas, banquetes, e, por ai vai
Lembrando
Quando sócio e militante, protocolei na secretaria SAFESP, cartas recomendando a criação do código de ética
Fato
Consumado na gestão Sergio Correia da Silva com colaboração do saudoso senhor Bruno Bacceli, contendo meu nome na edição do livro
————————————————————————–
36ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2019
Sábado 30/11
Botafogo 0 x 1 Internacional
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (FIFA- PR)
VAR
Wagner Reway (FIFA-PB)
Item Técnico
Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para defensores da equipe mandante e 03 para visitantes
Domingo 01/12
Atlético-MG 2 x 1 Corinthians
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
VAR
Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Item Técnico
1º – Corroborou com acerto do assistente 01: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) no instante que sinalizou a posição de impedimento do atleticano no Rever no lance findado no fundo da rede corintiana
2º – Legitimou a indicação do assistente 02: Rafael Trombeta (PR) quando da posição de impedimento do corintiano Janderson no lance acabado com a redonda no fundo da rede
3º – Apontou corretamente a penalidade máxima cometida por Janderson, defensor corintiano no instante que derrubou o oponente Cazares
Penal
Batido por Fabio Santos finalizado no fundo da rede decretando a vitória atleticana
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para atleticanos e 01 para corintiano
37ª Rodada – Quarta Feira 04/11
Ceará 0 x 1 Corinthians
Árbitro: Rafael Traci (SC)
VAR
Caio Max Augusto Vieira (RN)
Item Técnico
Acertou por ter apontado a falta do corintiano Carlos no lance que antecedeu a entrada da bola no fundo da rede da equipe cearense
Idem
Por ter ouvido o VAR, caminhado até o monitor para marcar falta no momento que a bola bateu no braço de um defensor cearense, findado com a probabilidade da marcação da penalidade máxima cometida pelo corintiano Fagner
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para defensores da equipe mandante e 04 para visitantes
Cartão Vermelho: Correto após segundo amarelo para o defensor cearense Vinicius Moreira Lima
—————————————————————
Política

Mentiras, mais mentiras e rock’n roll
O poder que se instalou na Esplanada sabe que seu sucesso depende do fracasso da verdade
Ao longo desta semana, como em todas as semanas anteriores, o governo pôs no ar o seu show de mentiras escalafobéticas para, de novo, sucatear o estatuto da verdade, blasfemar contra a História, destruir o bom senso, promover a ignorância, banalizar o desrespeito aos fatos e desacreditar a imprensa. O roteiro é sempre igual. Na superfície, no jogo das aparências, entram em cena as mentiras canastronas, meio carnavalescas, que servem de factoides para bagunçar o debate público. Aí, as inverdades parecem meros acessos de loucura inconsequente e ridícula, mas são mais do que isso: são uma cortina de fumaça para uma operação subterrânea de minar as bases da cultura democrática, que já está muito debilitada no Brasil.
Nas profundas, no esgoto do bolsonarismo, o que existe é uma densa e betuminosa mentira essencial que instila o ódio contra todos os que podem verificar a verdade dos fatos, sejam os cientistas que detectam incêndio na floresta, sejam os professores que, dentro das universidades, ousam pensar criticamente, sejam os jornalistas, principalmente os jornalistas, cuja profissão consiste em investigar os acontecimentos e desmontar as mentiras oficiais.
O autoritarismo que se vai estruturando entre nós pode ser definido como o império da mentira e toda semana, uma depois da outra, temos as provas desse fato atroz e trucidante. Desta vez o protagonista da velha e repetida encenação, o mestre de cerimônias do show horripilante de mentiras, foi o novo presidente da Funarte, o maestro Dante Mantovani. Na superfície barulhenta, ele enunciou as mentiras canastronas. Nos subterrâneos da propaganda, pôs em marcha a mentira essencial, declarando uma vez mais a guerra de extermínio contra os verificadores da verdade factual.
Há dois ou três dias os brasileiros ficaram sabendo que Mantovani costuma declarar estultices em suas redes sociais. Exemplo: “O rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto”. O que pode haver de mais destrambelhado? Ao mesmo tempo, o que pode haver de mais afinado com o estilo bolsonarista de bater boca? A sanha moralista é tão desmesurada que a gente tem a sensação de que, na cabeça do presidente da Funarte, os efeitos satânicos do rock atravessam o passado e o futuro, exatamente como o demo que o faz arregalar os olhos. O sujeito parece crer que, já na era de Hamurabi, todas as técnicas de interrupção da gravidez foram projetadas por essa gente cabeluda que começou a tanger a guitarra elétrica somente em meados do século 20.
Ainda no capítulo das alucinações lisérgico-reacionárias, dessas que o governo põe em circulação para desorientar o público e os pauteiros dos jornais, o maestro profissional repaginado em ordenador de despesas deu de confundir Lennon & McCartney com Lenin & Marx e assegurou que “na esfera da música popular, vieram os Beatles, para combater o capitalismo e implantar a maravilhosa sociedade comunista.” Lucy, in the sky, manda lembranças.
Mas, atenção, esse tipo de psicodélica macabra que explode na superfície é apenas metade da invencionice sistemática operada pelo bolsonarismo. A outra metade, menos espalhafatosa, é mais insidiosa. A outra metade se dissemina pelos porões imaginários dos ativistas que morrem de saudade da ditadura e toma por alvo não as bandas de heavy metal ou as canções melosas dos garotos de Liverpool, mas os institutos democráticos incumbidos de apurar os fatos, como os cientistas do Inpe e os repórteres dos jornais independentes. Por baixo das mentiras canastronas da superfície alastra-se a mentira essencial e betuminosa do poder, escalada para revogar a História e tirar do horizonte qualquer forma de registro da realidade. Aí está a vertente mais ameaçadora pela qual o governo golpeia a sociedade.
Mantovani espelha-se diligentemente em seus superiores, que já proclamaram que o nazismo era de esquerda, e afirma que o fascismo também é de esquerda. Para quê? Para reescrever a História, invertendo seus sinais. Quanto apregoa que as fake news não passam de uma invenção dos globalistas, interessados em ampliar o poder da imprensa no mundo inteiro, quer achincalhar os jornalistas profissionais. E isso funciona. De tanto insistir no ponto, os bolsonaristas estão conseguindo enfraquecer os jornais.
O poder que se instalou na Esplanada sabe que seu sucesso depende do fracasso da verdade factual. É um poder viciado nessa droga pesada chamada mentira. Seu veneno mais letal não é a intolerância, não é o seu jeito miliciano de ser, não é a incompetência crônica no trato com a política. O seu pior veneno é sua mentira essencial, que prescreve censura e violência para resolver os problemas da democracia. O presidente da República, em pessoa, já vem ensaiando investidas cada vez mais concretas contra a liberdade de expressão. E não vai parar por aí. Vai aumentar a dose. Para ele, é questão de vida ou morte. Se a mentira vencer, ele fica. Se sua máscara cair, ele cai junto, pois sua identidade se transfundiu em sua máscara.
Enganam-se os liberais de boa vontade que dizem não haver lógica nos discursos alucinatórios das autoridades federais, obcecadas pelas drogas, pelo sexo, pelo rock abortivo e pelos comunistas infiltrados no show business. Há mais do que delírio e despreparo nos despautérios do governo: há a coerência da mentira e da fraude. Isso quer dizer que existe, sim, um nexo de consequência entre a teoria do rock abortogênico e a causa maior de acabar com a imprensa.
O governo pode bater cabeça feito um lobisomem rolando a ribanceira, mas sabe muito bem o que quer destroçar. Sabe que um país onde vigora a liberdade de imprensa está mais protegido contra a mentira. Sabe que não basta levar um ou outro jornal à falência. Sabe que precisa ter a seus pés um povo incapaz de buscar a diferença entre o que é verdade e o que é mentira. É nessa trilha que o governo avança.
Eugênio Bucci: Jornalista e Professor da ECA-USP – Publicado no Estadão do dia 05/11/2019
—————————————————————–
“Tem pessoas que se acreditam democráticas porque concordam que você faça o que ache certo… desde que o seu certo seja igual ao delas!”
Pensamento de Luiz Roberto Bodstein
—————————————————————–
Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-07/12/2019
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
