As entrelinhas de Mustafá Contursi

À FOLHA, Mustafá Contursi, relevante nome da política palestrina, concedeu entrevista objetivando defender-se das acusações de atuar como cambista, utilizando-se de ingressos doados pela CREFISA.
Porém, em meio à sua versão, acertos e desacertos, de ética e moral questionáveis, foram relatados.
Sem arrependimento, como se fossem atitudes decentes.
Desde compra de votos simuladas para favorecer o casal de patrocinadores até o ‘parecer’, nunca comprovado devidamente, de que ambos mantinham tempo suficiente de associados para concorrer à cadeira do Conselho.
Lamentavelmente não foi questionado, mas Mustafá deveria esclarecer a verdade sobre esse assunto, que poderia livrar o Palmeiras de dissabores maiores.
Destacamos abaixo alguns trechos que, nas entrelinhas, consideramos mais importantes:
“Ajudei na renovação do contrato também, com aumento substancial nos valores do patrocínio”
“Depois, o casal [José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, donos da Crefisa] se mostrou interessado em participar da politica do clube e eu atestei uma filiação dela do tempo em que era presidente”
“Leila pôde, assim, concorrer para o conselho”
“Também lancei a candidatura do esposo dela [José Roberto Lamacchia]. Ele não fez campanha. Só por conta dos meus votos foi o 2º mais votado”
“(os ingressos) eram para distribuir para torcedores e para associados que pudessem votar. Era uma deferência, coisa que não passava pelos meus hábitos (…)”
“O rompimento (com a Crefisa) ocorreu quando surgiu a acusação. Mas houve um precedente. Eles tinham interesse na mudança de um certo artigo do estatuto do clube, que permitiria a antecipação da candidatura dela a presidente. Pediram meu apoio. Mas eu disse que não era um assunto que pudesse ser tratado comigo”
