Guardiola na Copa do Mundo

No último final de semana, em entrevista ao site ‘Gol’, o espanhol Guardiola, certamente um dos melhores treinadores de todos os tempos, ao ser questionado se gostaria de treinar Seleções, esclareceu:
“Gostaria de estar em uma Copa do Mundo porque me recordo do Liga dos Campeões. A vantagem é que tem 400 jogadores para selecionar”
Levando-se em consideração que a Espanha parece não querê-lo, entre as demais que fazem parte do ‘Clube dos Campeões Mundiais’, nenhuma delas possui profissional que possa lhe fazer frente.
Imagine a Argentina em suas mãos, podendo, enfim, gerar possibilidades que Lionel Messi nunca viveu com a camisa do país.
E o Brasil, com tantos jogadores habilidosos ?
A Alemanha seria espetacular, assim como a França de Mbappe.
Talvez o desafio maior seria com o envelhecido Uruguai, a cultura do futebol defensivo dos italianos e o jogo dinâmico, sem muita paciência, dos ingleses.
Por fim, poderíamos inseri-lo numa das poucas protagonistas que não ergueram a Copa do Mundo, mas, ainda mais diante dessa nova geração do Ajax, seria mais relevante se treinada por Guardiola: a jovem Holanda, que um dia já foi Carrossel.
Evidentemente, em todos os casos, salvo exceções pontuais, seria necessário um ciclo de quatro anos para, diante da escassez de treinamentos, introduzir o novo conceito, desde as categorias de base até o grupo principal.
O que perderiam as seleções, diante da mediocridade geral observada no momento, em quase todas elas, em apostar na busca da qualidade ?
Esportivamente, não há o que justifique preterir Guardiola.
Porém, na questão ‘bastidores obscuros’, em que treinadores mais suscetíveis às sugestões (de cartolas e intermediários) nas convocações de jogadores são, digamos, protegidos, o genial espanhol seria um entrave nos bolsos de muita gente, explicando, talvez, apesar da inquestionável capacidade, a falta de convites para esse tipo de trabalho.
