Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Palavras podem criar expectativas, mas só as ações constroem a verdade”
Eduardo Colamego – Pensador
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Fim do litígio eleição SAFESP 2019 se aproximando

De hoje 18/05 até o dia 06/06 totalizamos vinte dias para a justiça definir sobre a demanda referente à impugnação imposta pelos componentes da Comissão Eleitoral a Chapa 02 comandada por Aurélio Sant´Anna, na vice-presidência Regildenia de Holanda Moura
Relembrando
A impugnação teve por base o Regimento 2003 entregue e aderido por componentes das Chapas litigantes; não concordando com a impugnação
Justiça
Aurélio Sant´Anna socorreu-se da Justiça afirmando que houve duas irregularidades:
1ª – Comissão Eleitoral desconsiderou o Regimento 2004, priorizando o 2003
2ª – Colocou em xeque a veracidade das assinaturas dos senhores José Astolfi e Alvaro Pereira candidatos ao conselho fiscal da Chapa 02
Teste Físico
Conforme publicado no site da FPF do dia 06/05/2019, árbitros que não estivaram presentes em 03/2019 foram convocados e compareceram na Quinta Feira (09/05) no Centro Esportivo Dr. Nicolino de Luca, em Jundiaí, objetivando atingir o exigido no teste físico
Surpreendido
Dentre os árbitros que realizaram o teste físico encontrava-se Aurélio Sant´Anna principal candidato da Chapa 01,
– que dizia estar licenciado para competir à presidência do SAFESP; se eleito,
– dedicar-se a categoria conforme inserido na letra “C” do Regimento Eleitoral 2003
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4ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2019
Sábado 10/05 as 16h00hs
Fluminense 0 x 1 Botafogo
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (PB)
VAR
Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Item Técnico
Como principal:
– Acertou por ter acatado o VAR e apontado a posição de impedimento do atleta Pedro defensor do Fluminense no lance findado com a bola no fundo da rede botafoguense
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 05 para botafoguenses e 04 para defensores tricolores das laranjeiras
No conjunto
Atuação aceitável
Sábado as 19:00hs
Corinthians 0 x 0 Grêmio
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
VAR
Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Item Técnico
Agiu corretamente por ter ouvido o VAR e caminhado até o monitor para rever e voltar atrás na precipitada marcação da inexistente penalidade máxima favorável ao Grêmio no momento que na maior cara dura, Everton tocou a redonda no braço esquerdo do corintiano Fagner
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para corintianos e 04 para gremistas
Resumindo
Desempenho normal dos representantes das leis do jogo
Copa do Brasil 2019 – Quarta Feira 15/05 as 19:15hs
Atlético-MG 0 x 0 Santos
Árbitro: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
VAR
Heber Roberto Lopes (SC)
Item Técnico
Agiu corretamente por ter dado prosseguimento no lance que a bola bateu no braço de um defensor santista, reclamado penalidade máxima por atleticanos e,
– com a saída da bola pela linha de fundo, ouviu o VAR confirmar jogada normal, determinou, segue o jogo
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para atleticanos
No todo
Trabalho aceitável
Quarta feira – 21: 30hs
Corinthians 0 x 1 Flamengo
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
VAR
Leandro Pedro Vuaden (RS)
Item Técnico
Sem problemas
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02para corintianos e 01para flamenguista
No todo
Disputa fraquíssima; os representantes das leis do jogo foram poucos exigidos
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Política
Suspeitos do Centrão é que mandam no Brasil

‘Representantes’ do cidadão proíbem presidente de cumprir compromisso com povo
Nestes últimos dias, nossa insana República, proclamada num golpe militar por um marechal enfermo, tem dado exemplos em que cada um dos três Poderes atropela o princípio da autonomia, invadindo e deixando-se invadir, ao contrário do que previa o velho Montesquieu. Este ambiente de confusão e anarquia causa uma situação de anomia e desarmonia que debilita as instituições no que elas têm de mais relevante: as próprias prerrogativas.
O Executivo, sob comando de Jair Bolsonaro, tem sido a maior vítima desse estado anômalo de coisas, mas não deixou também de invadir seara alheia sem mostrar cerimônia nem pedir anuência do Legislativo ou do Judiciário. Ao dar, por exemplo, licença para matar a proprietários rurais a pretexto de evitarem invasões ilegais de suas terras, o chefe do governo transferiu para ruralista que se sentir agredido poderes de policial, dispensando-se de inquérito por homicídio, de promotor, declarando-se inimputável, de juiz, absolvendo-se, e de carrasco num país cujo ordenamento jurídico não prevê pena de morte.
Ao anunciar um pacote de flexibilização do porte de armas para 19 categorias profissionais, atendendo não a um clamor social, mas a reivindicações de campanha de uma elite com poder aquisitivo para adquiri-las, o mesmo Bolsonaro deu vazão a reclamações que podem levar a ações na Justiça.
Mas antes de tais processos serem julgados no ritmo de cágado de nossas ações judiciais, o Judiciário assumiu o papel de moderador, que era do imperador e na República se foi tornando uma espécie de herança fidalga para os togados de nosso Supremo Tribunal Federal (STF). A pretexto de suprir omissões do Congresso, o STF interfere em temas que não são de sua alçada, mas dos legisladores. Os 11 membros do “pretório excelso” chegam a absurdos extremos, como o de permitir o sacrifício de animais em rituais religiosos, em desumano desrespeito à vida dos irracionais. Com a devida vênia, a impiedosa decisão unânime renega os melhores instintos de quem se diz racional.
Não se deve presumir desse exemplo que os legisladores não cometam o mesmo pecado. Nada disso. Fazem-no muitas vezes e em doses cavalares. Acabamos de ter fartos exemplos disso nos cinco meses e meio do exercício paralelo da nova administração federal e do início da atual legislatura. O citado ex-deputado Bolsonaro é legitimamente presidente da República, eleito por sufrágio de 57 milhões 796 mil e 986 votos no segundo turno. Parte dessa vitória deve ser atribuída à promessa que ele fez em campanha de reduzir o total de ministérios existentes. Tão logo foi empossado, encaminhou ao Congresso a Medida Provisória n.º 870/19 em cumprimento do compromisso.
A medida provisória (MP) foi adotada para evitar solução de continuidade nas trocas de governo que são frequentes nos regimes parlamentaristas. O Congresso constituinte no Brasil, que se encaminhava para a solução da chefia parlamentar de governo, teve de dar uma guinada de 180 graus para adaptar providências como essa ao presidencialismo, a que seu plenário foi levado a aderir por pressão do presidente de então, José Sarney. No presidencialismo de coalizão, adotado pela Carta de 1988, os presidentes passaram a legislar abusando das MPs, enquanto o Congresso, que pode aprová-las, rejeitá-las ou deixar que caduquem, recorre aos “jabutis”. Essa gíria define intromissões indevidas em seus textos.
Embora a Constituição não proíba tais truques, espera-se que presidentes e parlamentares consequentes obedeçam, no mínimo, à boa e velha lógica. Na democracia brasileira, em âmbito federal só o chefe do Executivo e os senadores são eleitos diretamente pelos cidadãos. Deputados federais são escolhidos pelo sistema proporcional, que possibilita distorções que ferem a aritmética e a representação legítima. Sua intromissão na gestão é nociva ao interesse público.
Esgueirando-se por esses desvãos institucionais, parlamentares processados, denunciados, acusados e condenados por crimes de colarinho-branco em operações do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça dão as cartas. Bolsonaro “dormiu no ponto” ao negligenciar a ação de legisladores que infringem leis que eles próprios aprovaram. Percebe-se a ação de uma quinta-coluna no Palácio do Planalto e em gabinetes de liderança do governo no Congresso. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é suspeito de usar o mesmo caixa 2 que o ministro da Justiça, Sergio Moro, quer criminalizar. O senador Fernando Bezerra Coelho, descendente do primeiro capitão-mandatário da capitania de Pernambuco, ex-ministro de Dilma e denunciado por seis delatores da Odebrecht, é, na verdade, líder do Senado no governo.
Nada disso, contudo, elimina o absurdo da intromissão do Congresso ao desfazer não a vontade monocrática do presidente, mas o compromisso que ele assumiu com a cidadania para impedir o desmanche das operações de combate à corrupção e ao crime organizado. Ao devolver o Comitê de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) da Justiça para a Economia, mesmo que não venha a ter o resultado esperado pelos artífices da manobra, e, sobretudo, ao impedir a colaboração entre a Receita e o Ministério Público na investigação de malversação do dinheiro público, o Legislativo não representa o cidadão. Mas o trai.
O governo é exercido, de fato, pela troica Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Valdemar Costa Neto. O presidente da Câmara teve em outubro 74.232 votos (0,96% dos votos válidos) no Estado do Rio. O do Senado, que perdeu a eleição para governador do Amapá em 2018, conseguiu 131.695 (36,26% dos votos válidos) em 2014 para senador. Sem voto, Valdemar, condenado a sete anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão petista, é a eminência parda do ominoso Centrão, que manda no País. Pode acreditar.
Criador: José Nêumanne – Jornalista, poeta e escritor – Publicado no Estadão do dia 15/05/2019
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Finalizando
“O político é capaz de qualquer coisa por um cargo público. Até mesmo gastar o dinheiro que ele jamais ganhará, honestamente, enquanto estiver no emprego”
Ediel – Pensador
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-18/05/2019
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
