O presente de grego no aniversário do Santos

José Carlos Peres, presidente do Santos, marcou para assinar, no próximo dia 14, aniversário do clube, a suspeita parceria com a Bolton Coin, empresa de moedas virtuais que, até o momento, não comprovou, adequadamente, a origem de seus recursos.
Um dos intermediários do acordo, às sombras, foi o complicadíssimo Renato Duprat, prejudicador do Peixe noutras oportunidades.
Participaram também das conversas dois políticos da cidade: os irmãos Banha e Milton Joaquim.
A Bolton Coin fez promessas mirabolantes: criar moeda para transações de jogadores, construir um estádio para o Peixe, reformar a Vila Belmiro e levantar um CT de treinamento.
Em troca, investiria US$ 60 milhões (R$ 240 milhões), divididos em suaves parcelas, ao longo de 20 anos, sem cobrança de juros.
Ou seja, inexpressivo (para os padrões do futebol) R$ 1 milhão mensal.
Existe, claro, o risco de, após exposição da marca e o pagamento apenas das primeiras parcelas (ou de apenas uma única), que a empresa consiga angariar recursos com investidores (torcedores) da suposta moeda e, de repente, decida romper o acordo com o Santos.
Sem saber quem são os investidores por trás da Bolton Coin (fala-se, sem comprovar, que o primeiro ministro dos Emirados Árabes seria um deles) – que não revela os nomes, não será nada fácil para o clube cobrar possíveis prejuízos, inclusive indenizações.
Qualquer semelhança com os clientes da UNICOR, de propriedade, coincidentemente, do esperto Renato Duprat, que pagaram anos a fio pelo plano de saúde e ficaram a ver navios, além dos funcionários do mesmo serviço, que até hoje não foram indenizados, talvez seja mera coincidência.
