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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância”

Marquês de Maricá – foi um escritor, filósofo e político brasileiro

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Entrega da documentação para arbitrar no ano 2019

De acordo com o edital da FPF datado no dia 19/10/2018, ficou específico que a entidade incumbiu ao SAFESP receber as documentações dos árbitros e avaliadores que desejassem trabalhar na temporada 2019, do dia 22/10 até o dia 23/11/2018 no horário comercial

Não entregou

Decorridos trinta dias, o árbitro Leandro Bizzio Marinho por mim apelidado Whatsapp não o fez; possivelmente, poucos apresentaram o mesmo comportar

Foi direto

No dia 23/11/2018, após horário comercial, via fone, Bizzio Marinho contatou o SAFESP dizendo para que o esperasse, não sendo atendido; ligou para a FPF, recebendo aval duas componentes da administração para entregar a documentação na FPF

Violação

Sobre o conteúdo do edital poderá causar problemas nas contendas arbitradas por que deixou de entregar a documentação na sede do SAFESP

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Válido ou não

Existe divergência quanto à exigência do SAFESP de avalizar os árbitros diplomados por cursos promovidos pela FPF, como também, por entidades prestadoras de serviços, apoiando-se na Lei Federal 12.867 datada em 10/19/2013 que regulamenta a profissão do árbitro de futebol, em conformidade com o Artigo 88 da Lei Federal 9.615 de 24/03/1988 que é a Lei Geral do Desporto

Rebatendo

AAGSP-Associação de Árbitros da Grande São Paulo, solicitou que os préstimos do Dr. Jaime Gonçalves Filho – OAB/SP 235.007, desse seu parecer

No finalmente

Dr. Jaime Gonçalves Filho fundamentou e contrapôs a exigência do SAFESP

Adepta

Através amigo, tomei conhecimento que Dr.ª Gislaine de Oliveira Nunes, OAB/SP 134834, capacitada no direito esportivo; tem apreciação favorável ao SAFESP

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7ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2019

Ferroviária 0 x 0 Palmeiras

Árbitro: Douglas Marques das Flores

Item Técnico

Poucos senões, salvo ter corroborado com o erro do assistente 01:  Marco Antonio Andrade Motta Junior, no momento que, erroneamente, sinalizou impedimento em um ataque palmeirense

Nível técnico da contenda

Triste de assistir

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para defensor da Ferroviária

Corinthians 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Lucas Canetto Bellote

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho

Assistente 02:  Daniel Luís Marques

Item Técnico

Erros inadmissíveis praticados pelo principal representante das leis do jogo durante o transcurso da refrega, influenciaram no resultado final; aclaro:

– Apesar de ter sido lance do assistente 01, através TV, observei que o árbitro estava de frente pro lance,

– próximo do bico da área grande do São Paulo,

– lado esquerdo ataque corintiano, com visão livre notou,

– a bola extrapolar por volta de dois palmos da linha do fundo,

– Clayson centrou, bola sobrou para Pedrinho chutar, goleiro espalmou para escanteio,

– pós-cobrança: Manoel cabeceou profundo da rede, Corinthians 1 x 0

– O gol do empate 1 x 1 da equipe são-paulina foi antecedido de falta claríssima cometida por Antony no momento que trombou e derrubou o oponente Danilo Avelar;

– fato acontecido no interior da área grande, lado direito do ataque, sob as vistas do assistente 01, que, deixou passar batido,

– originando escanteio, pós-cobrança findou com a cabeçada de Pablo, no fundo da rede corintiana

Observação

– sou convicto que o árbitro tinha totais condições visuais para marcar a infração

– Inaceitável que tenha sinalizado a inexistente mão na bola;

No lance

Aconteceu clara bola na mão do defensor são-paulino camisa 19, findado com a bola no fundo da rede corintiana,

– que poderia ser o segundo e gol do empate da refrega

Acertou

Por ter interpretado e aplicado corretamente à lei do jogo no momento da:

– tentativa do goleiro são-paulino em rechaçar a redonda quando do cabecear do corintiano Vagner Love, que originou gol da vitória do Corinthians

Circulação

Poucas foram às vezes que esteve bem posicionado

Observação

Quem o escolheu para participar do sorteio que determinou seu escalar, deveria pegar o boné e sair fora

Culpado

Por açodamento, falta de humildade e autocritica, culpa maior, pertence ao assoprador de apito

Entendo

Ser imperativo que se dê oportunidade para novatos que tenham realizado vários e bons trabalhos nas divisões inferiores, como também, o desempenho nas partidas medianas da divisão principal

Concluo

Peleja entre grandes, exige árbitro com bagagem

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para corintianos e 03 para são-paulinos

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Política

Foro Íntimo

No episódio Bebianno o governo exibiu fragilidades por dentro e por fora

Falta presidente à Presidência Bolsonaro. Falta presidente para pôr ordem no governo, na bancada do Congresso, na família. E falta presidente para dar vida à figura do presidente. Deixar-se fotografar como um molambo, com camisa do Palmeiras sob o paletó e chinelos deixando aparecer os dedos dos pés, em cerimônia no Alvorada, é o de menos. Pior é a sôfrega implicância com que, nos ­áudios divulgados por VEJA, fustiga o então ministro Gustavo Bebianno. Nas gravações, extraídas de conversas pelo WhatsApp, o ministro é a voz serena e racional; o presidente, a da provocação ressentida.

O vídeo em que Bolsonaro anunciou a demissão de Bebianno começava assim: “Comunico que, desde a semana passada, diferentes pontos de vista sobre questões relevantes trouxeram a necessidade de uma rea­valiação. Avalio que pode ter havido incompreensões e questões mal-entendidas de parte a parte, não sendo adequado prejulgamentos de qualquer natureza”. De que se falava? Parecia que se tinha entrado no cinema com o filme começado. Seguia-se um parágrafo de elogios à atuação de Bebianno e só no fim, em poucas palavras, quase escondida, a comunicação da demissão.

No episódio Bebianno o governo exibiu suas fragilidades por dentro e por fora. No vídeo, o amontoado de considerações sem sujeito nem tema definidos (“necessidade de uma reavaliacão”, “questões mal-entendidas”, “julgamentos de qualquer natureza”) encobre um silêncio ensurdecedor. Por que mesmo o ministro foi defenestrado? O estopim da crise teria sido o caso das candidaturas-fantasma no partido do governo, um episódio em que cabe uma barretada de admiração aos obstinados corruptos brasileiros, pelo senso de oportuni­dade; como a lei exige dos partidos um mínimo de 30% de mulheres em suas listas de candidatos a deputado, eles preenchem a cota apenas para amealhar boladas do fundo eleitoral e desviá-las para seus próprios fins.

Bebianno, como presidente nacional do PSL, teria culpa pelas falcatruas na agremiação. Mas, se é assim, por que não demitir também o ministro do Turismo, o mineiro Mar­celo Álvaro Antônio, cujas digitais aparecem muito mais nitidamente em iguais procedimentos no seu estado? Foi a pergunta que a repórter Delis Ortiz fez ao porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros. Sua resposta: “O nosso presidente, ele demandou o tempo necessário para a consecução de sua decisão em função de vários atores, várias ações. Natural que, pensando em nosso país, isso se faça de modo mais consensual e mais maturado possível”. Dessa vez nem era chegar atrasado ao cinema. Era topar com outro filme. Comprou-se ingresso para Cidadão Kane e apareceu na tela De Pernas pro Ar 2!

“O senhor está bem envenenado”, diz Bebianno a Bolsonaro, a certa altura das gravações. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o ex-ministro daria o nome do envenenador: “O senhor Carlos Bolsonaro fez macumba psicológica na cabeça do pai”. Carlos é o Zero Dois do presidente. A questão é de “foro íntimo”, acabou soltando o porta-voz da Presidência, em desesperada tentativa de escapar de mais inquirições sobre a saída do ministro. O foro íntimo é um lugar que abriga questões cabeludas. No caso, pode incluir o episódio em que o pai emancipou o filho Carlos, aos 17 anos, para que pudesse concorrer à Câmara dos Vereadores do Rio e derrotar a mãe. (Esta, apesar de divorciada, insistia em apresentar-se como representante do ex-marido.) Ou o episódio em que o filho, no desfile da posse, se aboletou atrás do pai no Rolls-Roy­ce para, armado, reforçar a equipe de segurança.

Aos cinquenta dias do governo, evidencia-se que os bolsobrothers são um caso sério, o mais sério para o bom andamento da administração. Carlos, segundo contou Bebianno na Jovem Pan, chorou em seu ombro — dele, o ministro agora vilipendiado — quando o pai sofreu o atentado em Juiz de Fora. Seis meses depois, o Zero Dois posta no Twitter: “É uma mentira absoluta de Gustavo Bebianno que ontem teria falado três vezes com Jair Bolsonaro”, disparando o tirambaço que jogou Bebianno para fora da nau governamental. De fornecedor do ombro que substituiu o do pai na hora incerta, teria o ex-ministro virado o intruso que atrapalhava o acesso ao muito mais valioso ombro do pai? Eis-nos bem-arranjados, às vésperas da reforma da Previdência. Antes de pôr ordem na administração e na bancada, a família Bolsonaro precisaria pôr ordem em si mesma. Seria o caso de uma boa psicanálise. O diabo é que eles devem considerar a psicanálise um braço do marxismo cultural.

Publicado na Edição 2623 da Veja – Autor: Roberto Pompeu de Toledo

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Finalizando

“A verdade fica de pé, a mentira cai. A mentira é comum, a verdade incomum”

Provérbio italiano

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-23/02/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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