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Corinthians, Pacaembu e o negócio do estádio de Itaquera

Por R$ 111,2 milhões, o Consórcio Patrimônio SP arrematou não apenas o estádio, mas todo o complexo esportivo do Pacaembu, pelo período de 35 anos.

A grosso modo, terá que arrecadar algo em torno de R$ 3 milhões anuais para empatar o investimento, valor equivalente a uma renda de jogo do Corinthians no estádio de Itaquera.

Eis o ponto.

O Timão comprometeu-se a pagar quase R$ 2 bilhões (incluindo juros) às empresas que financiaram a obra da Arena, por período semelhante, sem que possa tocar num centavo sequer de arrecadação até que os credores sejam plenamente ressarcidos.

Se tivesse apostado no estádio municipal, se tanto, gastaria mais R$ 100 milhões em reformas, investidos em imóvel centralizado, não na distante, perigosa e periférica Itaquera.

No todo, duas arrecadações de jogos cobririam a despesa com a Prefeitura e com empreiteiros, sobrando muitos milhões de reais para amortizar outras pendências alvinegras e montar boas equipes de futebol, sem a necessidade de recorrer, como acontece há tempos, a nebulosos empréstimos com empresários.

Aliás, somente com os juros destes acordos com agentes, o Corinthians pagaria a íntegra do Pacaembu.

Tanto Andres Sanches quanto Luis Paulo Rosenberg tiveram acesso à previsão de quanto custaria investir no estádio municipal, mas preferiram gastar vinte vezes mais em Itaquera, num negócio que beneficiou apenas, ao menos por enquanto, embolsadores de dinheiro suspeito, bancos e a construtora Odebrecht.

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1 comentário em “Corinthians, Pacaembu e o negócio do estádio de Itaquera”

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