A mentira de Rosenberg sobre o “patrocínio” do BMG

Na última semana, mesmo sem ter sentado um dia sequer na mesa de reuniões – o negócio foi tocado pela dupla Giuliano Bertolucci/Kia Joorabchian – o ‘Primeiro Ministro” do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, anunciou à imprensa detalhes da parceria do clube com o BMG, afamado “banco do mensalão”.
E, como de hábito, faltou com a verdade.
Disse que o clube recebeu adiantamento de R$ 30 milhões, deixando claro que este valor referia-se ao acerto anual do suposto “patrocínio”, divididos, segundo o dirigente, da seguinte maneira: R$ 22 milhões fixos, acrescidos de R$ 8 milhões de royalties.
Ata de reunião do BMG, datada do último dia 15, desmente categoricamente a informação.
O real valor a ser pago ao Timão é de apenas R$ 12 milhões (aprovado pelos conselheiros do banco), quase 10% do que a Crefisa, em exemplo, paga ao Palmeiras, e menor ainda que quase todas as outras equipes de alguma relevância do futebol brasileiro.
A mentira de Rosenberg, avalizada pelo presidente Andres Sanches e pelo dono do BMG, Ricardo Guimarães, junta-se a outros dados nebulosos que cercam a gestão “renovação e transparência” no Parque São Jorge, principalmente as ligadas ao pagamento de acintosos 30% de comissionamentos aos agentes de jogadores (o mercado, em média, paga 10%), que teve, ao longo destes doze anos, o próprio “banco do mensalão” e seus parceiros como beneficiados.

EM TEMPO: os tais 50% de participação em produtos serão pagos apenas sobre possível LUCRO (se houver) de produtos, que, em regra, entre instituições ligadas a negócios nebulosos não costuma ser o objetivo principal das transações.


a lava jato tem que chegar rapidamente no futebol