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CBF engana Justiça e ajuda Corinthians a esconder dinheiro da UNISANTANA

Em 2008, em aparente manobra de favorecimento à Faculdade Drummond , que tem como proprietário o ex-conselheiro alvinegro Osmar Basílio, o presidente Andres Sanches, com anuência do então vice de esportes terrestres, Felipe Ezabella e do vice jurídico, Sérgio Alvarenga, expulsaram a Unisantana do Parque São Jorge, que mantinha, há algum tempo, parceria com o Corinthians.

A quebra de acordo foi unilateral.

Na sequência, o clube fechou acordo com a Drummond, concorrente do ex-parceiro.

O caso foi parar na Justiça e entre idas e vindas o Corinthians foi condenado a pagar R$ 3,5 milhões em indenização:

“Trata-se de cumprimento da sentença. Intime(m)-se o(a)(s) devedor(a)(s), por meio de seu advogado constituído, para pagar a dívida (R$ 3.542.810,32), no prazo de 15 dias, sob as penas da lei”

Para garantir o pagamento, as contas alvinegras foram bloqueadas, porém, inexplicavelmente, somadas todas as aplicações bancárias, restou insuficiente saldo de R$ 269.907,52.

O valor foi integralmente repassado à Unisantana.

Desde então, o Corinthians passou a operar, financeiramente, de maneira suspeita, com o dinheiro à margem da fiscalização bancária.

Atenta à esta movimentação,  3ª Vara Cível do Tatuapé, em nova determinação, bloqueou, na fonte, todos os recebíveis de operadoras de cartões de crédito do Corinthians.

“(…) oficie-se às empresas Redecard e Cielo, a fim de que bloqueiem os recebíveis provenientes de pagamento, providenciando a exequente o encaminhamento”

Ainda assim, os valores ofertados foram irrisórios.

Por conta disso, a Justiça bloqueou a premiação a ser recebida pelo clube na Copa do Brasil que seriam repassados, em parte, à UNISANTANA.

A CBF, porém, de maneira inusual, decidiu pagar a premiação sobre o vice-campeonato ao Corinthians (R$ 20 milhões), cinco dias antes da final, em que o clube ainda disputava o título, contribuindo para a ocultação de valores que estava obrigada a repassar ao credor alvinegro.

Uma manobra obscura, no limite da ilegalidade, em provável conluio entre as partes.

Ciente da sacanagem, a Unisantana deverá notificar o MP nos próximos dias, acusando Corinthians e CBF de conspiração para fraude, que pode ocasionar problemas bem maiores do que a dívida que o Timão insiste em não pagar.

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