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Aproveitadores do Corinthians são arrasados nas urnas

Numa eleição e que o estado de São Paulo optou pela direita, a proeza de Romeu Tuma Junior, adepto da ideologia, em não ser eleito, obtendo a vergonhosa 207ª colocação, trata-se de feito notável de inexpressividade política


O eleitor de São Paulo, mas, principalmente os corinthianos, não deixaram se enganar nas eleições deste ano e defenestraram, com requintes de humilhação, todos os candidatos que aproveitaram-se do nome do Corinthians para tentar uma vaga nos parlamentos federal e estadual.

A sova mais simbólica foi aplicada no ex-delegado Romeu Tuma Junior, que esperava “cem mil votos”, mas não ficou muito além dos 13 mil, ocupando a modestíssima 207ª colocação entre os postulantes, mesmo tendo, a toda hora, invocado o nome do pai, ex-senador falecido e, na reta final, tentando imitar o discurso de Bolsonaro.

Perdeu, em votação, até para Mônica Rosenberg, filha do primeiro ministro Luis Paulo Rosenberg, que teve quase o triplo de seus votos, mas também não se elegeu.

Numa eleição e que o estado de São Paulo optou pela direita, a proeza de Romeu Tuma Junior, adepto da ideologia, em não ser eleito, obtendo a vergonhosa 207ª colocação, trata-se de feito notável de inexpressividade política – que já havia sido sentida nas eleições do Timão, em que chegou na última colocação – colocando em desespero outros corinthianos, que deixaram-se enganar, e agora, em vez dos quatro anos de emprego “garantido”, terão que se virar, alguns em projetos pessoais, outros, na órbita do Parque São Jorge.

Com o choque de realidade, Tuma , que, dizem, enfrenta graves problemas financeiros, muitos deles, talvez, por conta de ações trabalhistas movidas contra seu escritório, terá tempo, ao menos, para se defender das graves acusações que lhe são imputadas, entras as quais as de “assédio”, movida por ex-funcionária, e a de mentir no livro “Assassinato de Reputações”, que corre na Justiça Federal.

Ernesto Teixeira e Goulart

Outro que sofreu derrota dolorida, por conta do enorme volume de dinheiro dispensado em campanha, foi o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Antonio Goulart, que, mesmo recebendo mais de 60 mil votos, ficou de fora.

O ex-parlamentar fez o diabo para vencer: utilizou-se de mailing do clube, dos símbolos, colou a imagem, novamente, nos Gaviões da Fiel, mas cometeu erros graves de avaliação, entre os quais fazer dobradinha com Luiz Moura, candidato a estadual, também derrotado, ligado, segundo o MP-SP, a facções criminosas, que teve campanha bancada, em parte, pelo dinheiro público que sustenta o deputado federal Andres Sanches, presidente alvinegro.

Por falar em Gaviões, Ernesto Teixeira, o cantor da escola de samba, novamente na disputa, em vez de cantar, dançou.

Os ex-jogadores do Corinthians, com destaque para Marcelinho Carioca, também se deram mal.

Ironicamente, Alexandre Frota, o nome mais repudiado no Parque São Jorge durante as eleições alvinegras, foi o único atleta ligado ao clube (ex-jogador de futebol americano) que se elegeu, superando a votação de todos os demais citados, somados.

Certamente por conta do eleitor de direita, não dos torcedores do Corinthians, que, a bem da verdade, sequer foi citado em sua campanha.

Numa eleição confusa e de escolhas extremadas, o saldo positivo se deu exatamente no amadurecimento dos que não mais se deixam enganar com aproveitadores da paixão popular pelo futebol.

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