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Corinthians, Goiás e o Pyramids do Egito

No último sábado (21), o Corinthians acertou a venda do jogador Rodriguinho para o inexpressivo Pyramids, do Egito, por US$ 6 milhões (R$ 22,6 milhões).

100% dos direitos do atleta estão incluídos no negócio.

Rodriguinho foi, em 2017, o principal jogador das conquistas dos títulos alvinegros e, até pouco tempo da data limite, estava cotado a integrar a Seleção Brasileira na copa do Mundo 2018.

Menos de um mês antes, no primeiro dia deste mês, o Goiás, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, vendeu 75% dos direitos do atacante Carlos Eduardo ao mesmo Pyramids, por 5,2 milhões de Libras (R$ 25,62 milhões).

Na proporção, se fosse 100% seriam (os 75% já ultrapassam o valor negociado pelo Timão por Rodriguinho) 7 milhões de Libras (R$ 34,48 milhões).

Carlos Eduardo não conseguiu fazer o Goiás subir de divisão, em 2017, e jogou apenas cinco jogos em 2018, sendo vaiado em quase todos eles.

Vale lembrar, a multa contratual de Rodriguinho era de R$ 100 milhões para clubes do exterior, ou seja, o Corinthians vendeu por R$ 77,4 milhões a menos do previsto em contrato, enquanto a do jogador goiano atingia R$ 12,32 milhões, com o Goiás mais do que dobrando o lucro na venda final.

Não consta no mercado que o presidente alvinegro, Andres Sanches e seus sócios, Kia Joorbachian e Giuliano Bertolucci rasguem dinheiro (o deles), o que torna toda a transação alvinegra ainda mais difícil de ser explicada.

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