Fabio Carille, quase demitido semanas atrás, é realidade inquestionável

Semanas atrás, logo após a derrota na primeira partida das semifinais, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, alertou aos mais próximos que demitiria toda a comissão técnica, além do gerente de futebol Alessandro, em caso de eliminação.
Em verdade, o parlamentar “engole” o treinador Fabio Carille há algum tempo.
O preferido de Sanches é Osmar Loss, nem tanto pela excelência do trabalho – que foi bom nas categorias de base, mas pela notória submissão ao dirigente.
Posteriormente, ficou no ar a possibilidade de, após possível revés sobre o Palmeiras (diante da derrota no primeiro jogo), esperar um tempo e demitir Carille na primeira sequência negativa, se houvesse, no Campeonato Brasileiro.
Agora será bem mais difícil.
A competência de Carille, campeão em três dos quatro campeonatos que disputou, superou a maldade de quem queria vê-lo, e a seus parceiros, pelas costas.
Não que o treinador esteja livre da degola, mas a cabeça agora virá acompanhada da realidade, inquestionável, de que se trata de um bom treinador, não mais de uma promessa, como diz Andres Sanches: “que teve sorte de principiante”.
O mérito das três conquistas, todas com equipes inferiores às dos adversários, tendo ainda que segurar insatisfações por problemas diretivos (atrasos de salários, etc) é todo de Fábio Carille e de Alessandro, não dos diretores institucionais, submissos a Andres Sanches, que mais atrapalham do que outra coisa.
Duílio “do Bingo” com função única de prover sustento, através de negócios nebulosos, a seus idealizadores, e Jorge Kalil, tratado pelos jogadores como “bico de sapato” e na política alvinegra por “Totó”, de aparecer nas fotos.
ABAIXO ENTREVISTA, EM JANEIRO DE 2018, COM ANDRES SANCHES IRONIZANDO A COMPETÊNCIA DE FABIO CARILLE:
