Associados do Corinthians estão incomodados com o comportamento do vice de Tuma Junior

“O Corinthians não pode ter presidente preto, nem viado”
(declaração atribuída a Lulinha, vice de Tuma Junior nas eleições do Corinthians)
Luis Carlos Bezerra, o Lulinha, foi o último vice a ser escolhido na chapa do ex-delegado Romeu Tuma Junior à presidência do Corinthians (o primeiro foi Ilmar Schiavenatto, que, na eleição anterior, candidato que era a posto máximo do clube, foi impugnado, acusado de fraudar a lista de conselheiros).
Seu comportamento no Parque São Jorge, porém, tem incomodado associados alvinegros.
“O Corinthians não pode ter presidente preto, nem viado”, teria repetido Lulinha a diversos interlocutores.
Alguns deles, indignados, confirmaram, sob anonimato, o teor das declarações ao Blog do Paulinho.
Semanas antes de ligar-se ao delegado, sob pretexto de “alinhar-se às idéias”, Lulinha frequentou reuniões políticas de Roque Citadini, a quem implorou, por diversas vezes, segundo testemunhas, o cargo de vice-presidente.

Aliás, bajular parece ser esporte predileto do vice de Tuma Junior, conforme demonstra fotografia abaixo, em que comemora, com Andres Sanches, a quem trata como “meu grande amigo e parceiro”, a eleição do deputado ao parlamento:


Na campanha, o candidato vem sendo apresentado como grande empresário “atuante na UNIP”.
Em verdade, Lulinha é proprietário da Copyone Copiadora, com capital social de apenas R$ 10 mil, que tem a referida Universidade como uma de suas clientes.
Recentemente, em 2013, tentou sociedade na Cópia & Cópia, outra empresa do mesmo ramo, mas em dezembro de 2016 abandonou o projeto, por problemas financeiros:
Em julho de 2017, a “Copyone” de Lulinha foi processada pela Prefeitura Municipal de Guarulhos, por calote em impostos, ação que permanece ativa, sem resolução, até os dias atuais.
O valor da cobrança, para os padrões de um “grande empresário”, chega a ser constrangedor: R$ 3.087,71

Em 2008, Lulinha tentou ser vereador de São Paulo pelo PSC (Partido Social Cristão), do mercador da Fé, Pastor Everaldo, mas obteve decepcionantes 669 votos.
À época, declarou os seguintes bens: BMW 1995 (R$ 30 mil), Conta Bradesco (R$ 40 mil) e Moto Suzuki (R$ 30 mil), totalizando R$ 100 mil.

