Código de Silêncio: Rede Globo produz campanha para Andres Sanches no Corinthians

Implícita em todas as ORCRIMs do planeta, a “Lei do Silêncio” é fundamental para evitar a prisão de malfeitores associados a práticas recriminadas pela sociedade.
Há algumas semanas, a Rede Globo entrou de sola na campanha presidencial do Corinthians.
Em vez de apoiar, explicitamente, o candidato situacionista Andres Sanches – o que seria aceitável editorialmente, a emissora passou a investir financeiramente na campanha, produzindo, com extrema competência, material que vem sendo exibido, integralmente na internet e em partes na televisão.
A peça conta a história do Corinthians a partir de 2007, dizendo verdades sobre conquistas futebolísticas, mas escondendo outras, absolutamente relevantes, que levaram o clube às paginas policiais.
Segundo a Globo, o clube inexistiu em relevância antes deste período, apesar do presidente anterior ser, ainda hoje, o recordista de títulos alvinegros (somados todos os três mandatários da “Renovação e Transparência”).
Não são mencionados, em exemplo, o episódio MSI, precursor do rebaixamento em 2007, nem que o presidente à época da queda era Andres Sanches; muito menos que quatro dirigentes foram indiciados, três vezes, por crimes fiscais no STF – iniciando o caos financeiro do clube.
Inexistiram, também, para a Globo, as delações da “Operação Lava-Jato”, que acusam o deputado federal de receber propina da “Odebrecht” na construção do estádio em Itaquera, nem que por conta delas o atual vice-presidente, André Negão, foi detido para esclarecimentos, e depois preso por portar duas armas de fogo em sua residência.
O material de campanha, produzido pela emissora, é nitidamente inspirado no modelo de comunicação implementado por Joseph Goebbles, depois aprimorado noutros regimes totalitários, em que a Alemanha Nazista, somente com verdades, alardeava crescimento econômico, diminuição do desemprego, sem contar à população a que custo essas “conquistas” aconteciam.
Recentemente, a FOLHA ganhou prêmio por retratar, na peça publicitária “É possível contar um monte de mentiras dizendo somente verdades”, procedimentos semelhantes.
Sob a máscara de irreal imparcialidade, a cumplicidade da Globo com a campanha de Andres Sanches, voltando ao citado “Código de Silêncio”, pode ser explicada por conta do ocorrido em recente julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, quando a emissora foi diretamente apontada como corruptora -pagadora de propinas a dirigentes de futebol, entre os quais estaria o ex-presidente do Corinthians (delatado em depoimento na Corte Americana, segundo o jornalista Wanderley Nogueira, da Jovem Pan), de estreita relação com o ex-executivo global, Marcelo Campos Pinto, também denunciado.
