Corinthians é processado por morte de empresário na raia da USP

Desde 2016, o Corinthians responde a ação cível, impetrada pelo Sr. Temistócles de Paiva Miranda, pai do empresário Everaldo Miranda, encontrado morto, aos 42 anos, na raia Olímpica da USP, quando pratica remo com equipe do clube.
O infortúnio ocorreu em fevereiro de 2014, mas, até o momento, ninguém foi responsabilizado.
Os familiares encontram dificuldades, inclusive, para citar os réus, que são Corinthians e o treinador Luis Carlos de Castro Guida, razão pela qual, apesar do longo período, sequer foram realizadas as primeiras audiências.
A indenização pleiteada, a princípio, é de R$ 300 mil (danos morais e materiais).
Entre as alegações, segundo testemunhas, está a de que permitiram que o empresário praticasse o esporte sem colete salva-vidas e também não sabendo nadar.
Estranha-se, porém, o fato de ninguém ter se atentado para a falta do atleta, que somente foi encontrado no dia seguinte.
À época do problema, o clube negou tratar-se de equipe oficial alvinegra, e que apenas cedia vestiários e equipamentos, mas os alunos seriam todos de responsabilidade do treinador.
No próximo dia 22 de novembro, a Justiça tentará, enfim, realizar a audiência de conciliação, na 2ª Vara Civil do Butantã, em que todos os fatos e responsabilidades, acredita-se, possam ser devidamente esclarecidos.
