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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Como uma árvore, que embora derrubada, continua a crescer enquanto as suas raízes estiverem sãs e firmes, assim também continuará a sofrer mais e mais o homem que não tenha extirpado a sua cobiça”

Textos Budistas

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Estímulo à safadeza

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que derrubou o artigo 40 do Profunt (programa de refinanciamento de dividas dos clubes), que exigia a apresentação de certidões negativas de débito, comprovantes de pagamento de salários e FGTS para disputar competições, facilitou e muito à forma desmoralizada no agir da maioria dos dirigentes e seus asseclas, em detrimento a retidão e respeito para com o correto

Julgador de Vídeo

Assim que surgiram as criticas e pressões quanto ao gol irregular do corintiano Jô, que, decretou a derrota do Vasco da Gama, Marco Polo Del Nero e seus ventrículos, Marcos Cabral Marinho de Moura, por mim denominado: latinha esculpida nos ombros da pulissa fardada do estado de São Paulo, como também: o prepotente Sérgio Correa da Silva, no inicio desta semana, sem consultar a emissora detentora dos direitos televiso afirmaram:

– A partir da 25ª Rodada da Série A do Brasileirão 2017, em algumas refregas teremos a participação do árbitro de vídeo para clarear as duvidas quanto à decisão dos representantes das leis do jogo no decurso da contenda

Marcha ré

Espremidos  pela Plim, Plim, na maior cara dura, voltaram atrás, alegando a falta de espaço para a instalação do árbitro de vídeo na maioria dos estádios

Limpa

Por esta e outras espertezas cometidas por dirigentes da CBF, federações, clubes, assim como, nas diversas entidades que giram em torno do futebol, em especial as entidades dos árbitros, desde muito, depreco aos independentes e decentes componentes do MP e Policia Federal, que façam minuciosa investigação sobre na administrativa destas entidades

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24ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2017

Domingo 17/09

Corinthians 1 x 0 Vasco da Gama

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Assistente 01: Fabricio Vilarinho da Silva (FIFA-GO)

Assistente 02: Cristhian Passos Sorence (GO)

Adicional 01: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)

Adicional 02: Osimar Moreira da Silva Junior (GO)

Quarto Árbitro: Edson Antonio de Sousa (GO)

Item Técnico

Deixou de sinalizar e inverteu faltas, uma destas:

– claríssima penalidade máxima cometida por um dos defensores do Vasco da Gama no momento que atingiu a perna direita do atacante corintiano Jô

Gol ilegal

Elmo Alves Resende Cunha principal representante das leis do jogo não tinha condições visual para definir e confirmou o inaceitável erro  do árbitro adicional Eduardo Tomaz Aquino Valão, que, se encontrava de frente para o lance ocorrido do lado do poste esquerdo do goleiro vascaíno, no momento em que o atacante corintiano Jô fez uso do braço direito, para marcar o gol da vitória de sua equipe

Remate

Via TV observei que apesar de ter visto a irregularidade, o adicional se fez de migue, e dançou

Item Disciplinar

Cartões amarelos: 01 para defensor do Corinthians e 02 para defensores do Vasco da Gama.

Rematando

No todo: O principal representante das leis do jogo proporcionou trabalho bem fraquinho

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Politica

Corda em casa de enforcado

Quanto tempo os políticos brasileiros vão levar para entender que o jogo acabou?

Como será o trabalho de Raquel Dodge? Eis uma pergunta que ainda não se pode responder. Quase todos se revelam – e às vezes se transformam – no curso dos acontecimentos.

A imprensa registrou a omissão da Lava Jato no discurso de posse de Dodge. De fato, ignorou algo de repercussão internacional. Mas talvez, diante de três componentes da mesa investigados pela Lava Jato, Dodge tenha preferido, como se dizia na infância, não falar de corda em casa de enforcado.

No momento atual, deve fazer correções nos acordos de delação premiada dos donos da JBS. E a decisão de Janot em denunciar Temer de novo deve ocupar o centro da cena. As previsões são quase unânimes de que Temer escapará na Câmara.

O Brasil continuará sendo dirigido por um homem acusado de dirigir uma organização criminosa, com o respaldo da Câmara. E não vejo grandes reações a isso no horizonte. A leitura da denúncia de Janot me dá uma pista para entender a passividade popular diante de mais uma denúncia rejeitada.

A denúncia afirma que o Brasil era dirigido por uma organização criminosa, no governo PT, e que a passagem do poder, pós-impeachment, mudou o comando do processo de corrupção. Em suma, houve uma troca de quadrilhas no topo do poder.

Imagino que as pessoas se perguntem: se o impeachment provocou apenas uma troca de quadrilhas, por que a queda de Temer não traria outra quadrilha ao governo? A sociedade tornou-se refém de um sistema político partidário fracassado.

Temer, segundo as pesquisas, está com 3,4% de aprovação. Alguns membros da quadrilha, Cunha, Henrique Alves e Geddel, além do operador Lúcio Funaro, estão presos. Os restantes, Padilha e Moreira Franco, foram denunciados. Sua expectativa é a estabilidade econômica e algum crescimento. Ele acha que com isso responde aos problemas específicos colocados pelo seu desgaste. Curioso como se aproxima do PT na supervalorização do crescimento material, uma espécie de cura para todos os crimes denunciados.

É um modo de pensar que exclui os valores democráticos e reduz as pessoas ao universo do consumo. A suposição é de que elas aceitam tudo, desde que estejam ganhando um pouco mais.

A denúncia será julgada naquele clima que conhecemos e avaliada de acordo com as orientações políticas de cada um. No entanto, o volume de informações existentes, a prisão de vários componentes do grupo, o realismo fantástico daquelas malas cheias de dinheiro de Geddel… Tudo isso não sai da memória tão cedo. Como não saiu o deputado Rocha Loures correndo com a mala da pizzaria. A cena foi repetida tantas vezes que, no final, eu mesmo dizia: lá vai o Rocha Loures com sua mala a caminho do táxi.

Mesmo sendo leigo em Direito Penal, a gente ouve falar em quadrilha, vê tanta mala cheia de dinheiro, pensa em quadrilha. E até hoje não há explicação para elas, uma fortuna familiar, um novo modo de entregar pizzas. As malas são concretas, as contas no exterior, apenas dados bancários.

Muita gente pensa que a rejeição da denúncia passará em branco talvez porque espere demonstrações de rua. Hoje o descontentamento é crônico e às vezes aparece pontualmente, em palcos, gritos de “fora Temer”. Daqui a pouco, os 3% vão-se embora, ficam 0,4%.

Até as forças de oposição parecem contentar-se com Temer sangrando. E alguns analistas chegam a prever uma vitória da corrupção, com mudanças na Lava Jato. Nem todos os dados estão lançados. A descoberta dos R$ 51 milhões com a impressão dos dedos de Geddel, isso ainda vai ser explicado. Não é possível que se apreenda tanto dinheiro, um recorde histórico, e não se explique sua origem.

De todas as maneiras, creio, o Brasil vai tentar se livrar desse gigantesco esquema de corrupção que domina o País e foi revelado, na maioria de seus lances, com muita competência pelas investigações.

O The Guardian reproduziu esta semana uma matéria portuguesa falando dos empreiteiros envolvidos na Lava Jato que compraram imóveis para garantir um visto de residência definitiva por lá. Está dentro da lei portuguesa que estimula o investimento imobiliário no país.

Mas as manchetes revelam o interesse internacional pela Lava Jato, mesmo fora da América Latina, onde, com dinheiro do BNDES, a Odebrecht fez um estrago. Recentemente, os bancos suíços admitiram, no pós-Lava Jato, uma mudança de regras no sentido de tornar mais difícil o fluxo de dinheiro da corrupção. Um ganho planetário, uma vez que os brasileiros não descobriram o caminho nem foram os únicos a usar bancos suíços.

Além do apoio popular, são muitas as razões para achar a Lava Jato irreversível. Colocaram o bode na sala e simplesmente será impossível ignorá-lo.

Não sei como o País reagiria se fosse golpeado em sua expectativa de julgamento dessas quadrilhas. Muitos políticos continuam contando com a paciência popular. Não percebem que, ultrapassados certos limites, eles próprios podem pôr-se num risco maior que a prisão.

Supor que ainda possam prevalecer diante da Lava Jato e a pressão popular imaginar o País derrotado por um sistema político-partidário arruinado moralmente é lembrar o pior dos mundos. O triunfo do agonizante sobre uma sociedade cada vez mais informada.

Estou consciente de que minha calma se baseia numa análise mais ampla. Peripécias podem acontecer. Como a delação da JBS, que se mostrou um erro, apesar das provas colhidas.

-Todos foram informados de que o Brasil foi dirigido por quadrilhas. É importante encontrar um desfecho legal e pacífico para essa descoberta. A teimosia dos políticos em combater a Lava Jato pode levar não só a reações violentas, como também estimular discursos de intervenção militar, muito presentes nas redes sociais.

Apesar da confiança no rumo geral, há esta inquietação tática: quanto tempo os políticos vão levar para compreender que o jogo acabou?

Publicado no Estadão do dia 22/09/2017 – Autoria do jornalista e escritor Fernando Gabeira 

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Finalizando

Tinha muito ladrão, E hoje tem muita quadrilha

Autor: Tarcisyo Guerra-Mang mama

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-23/09/2017

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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