Jô é brasileiro, com muito orgulho, com muito amor

Recentemente, o atacante Jô, do Corinthians, foi um dos beneficiados com gesto de honradez e decência protagonizado pelo são-paulino Rodrigo Caio, fair-play raro num país de população com essência tão corrupta que não foram poucos a criticar o atleta tricolor.
Ontem, o alvinegro perdeu grande oportunidade de entrar para a história do futebol.
Ao marcar o gol da vitória corinthiana contra o Vasco da Gama, com o braço, de maneira claramente intencional, Jô, além de não se acusar infrator, mostrava o peito para adversários e arbitragem, mentindo descaradamente, aproveitando-se de lance irregular para vencer um jogo de futebol.
Em entrevista, também deixou de falar a verdade:
“Não sei se foi com a mão ou não, o juiz interpretou que não foi”
“Sou homem de Deus, honesto.”
Se a partida tivesse terminada empatada (com o gol sendo anulado), o Corinthians, ainda assim, ampliaria sua vantagem para o segundo colocado, o Grêmio, para quase inalcançáveis oito pontos.
Os hábitos, o ambiente, a cultura… muitos são os fatores inibidores que provavelmente impediram Jô de servir de exemplo positivo não apenas para o esporte, mas também de cidadania, ídolo que é de uma quantidade imensa de torcedores.
Momentos assim acabam por tornar tão especial gestos como o de Rodrigo Caio, que deveriam ser corriqueiros, mas, lamentavelmente, são cada vez mais raros.
