O preço da burrice

Recentemente, em rompante inadmissível até entre torcedores mais fanáticos, quanto mais em dirigentes, sem provas, o presidente do Santos deu anuência à manifestação formal do clube na CBF solicitando anulação de partida em que o Peixe foi eliminado da Copa do Brasil pelo Flamengo, além de suspensão do repórter Eric Faria, da Rede Globo, acusando-o de interferência ao, supostamente, avisar a arbitragem sobre determinado lance da partida.
Descobriu-se, depois, que a pessoa vista ao lado do quarto árbitro do jogo tratava-se, em verdade, do preparador físico do Flamengo.
Descontente com o que deve ter considerado “pouco vexame”, Modesto Roma Junior, de maneira constrangedora, em vez de retirar a ação com pedido de desculpas, insistiu no erro, enviando ao STJD depoimento de torcedor, como se fosse prova, dizendo ter visto Eric Faria interferir com a arbitragem.
Nenhuma imagem, porém, comprovou o relato.
Por conta da lambança, o caso foi arquivado e o presidente do Peixe, pela falsa acusação, responderá no STJD podendo ser apenado com suspensão de 180 dias.
Maior do que a possível pena, que, na prática, pouco atingirá o dirigente, é a constatação do péssimo nível das pessoas que dirigem o Santos, além da possibilidade, real, de ação reparatória do jornalista, evidentemente atingido em sua honra e imagem.


