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Por ordem do juíz Sergio Moro, Lava-Jato realizou busca e apreensão contra Walter Torre Jr. e WTORRE

Em julho de 2016, o dono da WTORRE, Walter Torre Jr., gabou-se de ter conseguido transformar uma ordem de condução coercitiva, assinada pelo juíz Sergio Moro, em depoimento voluntário (com anuência do magistrado), acertado com o Ministério Público Federal.

Torre, de fato, depôs um mês depois.

Não contou, porém, que tanto ele quanto sua empresa foram objetos de busca e apreensão, em que foram apreendidos objetos relevantes às investigações.

Torre e sua empresa são acusados de pagar vantagens indevidas a Antonio Palocci (PT), que teriam sido disfarçadas, assim como ocorreu com Lula e outras fornecedoras de serviço do Governo, em palestras suspeitas de jamais terem acontecido.

Além disso, a Lava-Jato investiga outros dois crimes que poderiam ter sido cometidos pela empresa.

Um deles, facilitação, mediante pagamento de vantagens, para vencer, de maneira fraudulenta, concorrência para construção do primeiro Dique Seco do país (denuncia que o Blog do Paulinho levantou, com exclusividade, em 2009).

Noutro, Walter Torre Jr. foi delatado por executivos de concorrentes (cartel de construtoras) por supostamente vendido a vaga da obre do CENPES, ganha em licitação, por R$ 18 milhões, tratados por investigadores como pagamento de propina.

Despacho do juíz Sergio Moro, no mandado de busca e apreensão contra Walter Torre Jr. e sua WTORRE, ordenou o recolhimento dos seguintes objetos:

  • registros e livros contábeis, formais ou informais, recibos, agendas, ordens de pagamento e documentos relacionamentos a manutenção e movimentação de contas no Brasil e no exterior, em nome próprio ou de terceiros, bem como patrimônio em nome próprio ou de terceiros;
  • registros e livros contáveis, formais ou informais, recibos, agendas, anotações, ordens de pagamento, comprovantes de pagamentos de qualquer espécie para agentes públicos, especialmente no âmbito da Petrobrás ou para agentes políticos;
  • anotações, planilhas e documentos que retratem ajustes de licitações entre empresas para licitações junto à Petrobrás ou a empresas estatais;
  • documentos relativos à titularidade de propriedades ou a manutenção de propriedades em nome de terceiros;
  • documentos relativos à criação de empresas offshores em nome próprio ou de terceiros;
  • HDs, laptops, pen drives, smartphones, arquivos eletrônicos, de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante, como o acima especificado;
  • valores em espécie em moeda estrangeira ou em reais de valor igual ou superior a R$ 50.000,00 ou USD 50.000,00 e desde que não seja apresentada prova documental cabal de sua origem lícita;
  • documentos e eventuais registros contábeis, comprovantes de recebimento, que elucidem a causa da empresa ter abandonado a licitação para o contrato de ampliação da obra do CENPES, inclusive eventual recebimento de valores para tanto;
  • e cópia das mensagens, mediante extração eletrônica, armazenadas nos endereços eletrônicos de Walter Torre (walter@wtorre.com.br) e Franscisco Geraldo Caçador (francisco.cacador@wtorre.com.br).
  • Fica autorizada a realização de buscas e apreensões em qualquer andar ou sala nas quais a prova se localize.
  • Fica autorizado, no desempenho desta atividade, o acesso pelas autoridades policiais a dados armazenados em eventuais computadores, arquivos eletrônicos de qualquer natureza, inclusive smartphones, que forem encontrados, com a impressão do que for encontrado e, se for necessário, a apreensão, nos termos acima, de dispositivos de bancos de dados, disquetes, CDs, DVDs ou discos rígidos.
  • Fica autorizado, desde logo, o acesso pelas autoridades policiais do conteúdo dos computadores no local das buscas e de arquivos eletrônicos apreendidos, mesmo relativos a comunicações eventualmente registradas.
  • Fica autorizado o arrombamento de cofres caso não sejam voluntariamente abertos.

Vale lembrar que o contrato da WTorre para construção do estádio do Palmeiras, tratado como lesivo ao clube em posterior reclamação de arbitragem, teve participação decisiva de um dos dirigentes palestrinos, Rogério Dezembro, que logo após a assinatura do acordo foi contratado, a peso de ouro, pela construtora.

MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO NA RESIDÊNCIA DE WALTER TORRE JR.

Busca casa walter torre 1

MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO NA WTORRE

Busca e apreensão 2

MANDADO DE CONDUÇÃO COERCITIVA DE WALTER TORRE JR.

Coercitiva walter torre

REVOGAÇÃO DA COERCITIVA DE WALTER TORRE JR. SOB PROMESSA DE DEPOIMENTO VOLUNTÁRIO, EM ACORDO COM O MPF

Coercitiva walter torre revogação

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