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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Mentira é coisa de gente covarde. Quem tem coragem fala a verdade doa a quem doer”

Origem desconhecida

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Cínicos

Na camufla, Marco Polo Del Nero presidente da CBF e fugitivo do FBI, em conluio com os presidentes das federações deram um chega pra lá na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE) acidentando o estatuto da entidade sem a participação dos clubes das Séries A e B do campeonato brasileiro

Cônscios

Nada estranho o calar dos presidentes dos clubes. Tanto quanto Del Nero, são defensores dos próprios interesses; o clube que se dane

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9ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2017

Sábado 18/03

São Paulo 1 x 1 Ituano

Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Item Técnico

– foi correto por ter marcado infração e levantado o braço indicando tiro livre indireto cometido por Cueva, atleta são-paulino no momento que tocou na redonda após o goleiro do Ituano tê-la soltado para o chão com proposito de reiniciar a refrega

Pactuou

– outro acerto do árbitro ocorreu no momento que concordou com a sinalização de impedimento do assistente 02: Mauro André de Freitas, no instante que Simão atacante do Ituano, tirou proveito da posição de impedimento para tocar a bola profundo da rede adversaria após cobrança de falta

Item Disciplinar

Foi bem por ter advertido com o amarelo: 04 são-paulinos, igualmente, 01 dos oponentes

Balançou

A despeito do acerto na falta cometida por Cueva, pressionado por são-paulinos, Rodrigo Guarizo deixou de tê-lo advertido com cartão amarelo, se o fizesse, somaria 02, resultando no vermelho

Domingo 19/03

Ferroviária x Corinthians 

Árbitro: Raphael Claus

Item Técnico

Bem marcada a penalidade máxima a favor da Ferroviária; o erro ocorreu depois:

Posicionamento

Antes de autorizar a cobrança da penalidade Rafael Claus se posicionou em local apropriado, o assistente 01: Bruno Salgado Rizo, na linha de fundo, pouco antes do poste esquerdo do goleiro;

Liberou

Alan Mineiro atacante da equipe mandante, cobrou, bola bateu no poste esquerdo, na volta tocou na mão do goleiro, em seguida, sobrou para Alan Mineiro, que, ajeitou com o braço direito (neste ato ocorreu ilegalidade), sequenciando com o chute profundo da rede corintiana

Falha

Principal pode ser debitada ao assistente 01 Bruno Salgado Filho, vez que, por estar de frente para Alan Mineiro, tinha como dever levantar e acionar a bandeirinha indicando ao árbitro a irregularidade

Afoiteza

Quero crer que depois da batida da bola no poste, ocorreu à precipitação do assistente para voltar a lateral do campo, este movimentar, certamente, impediu que visse Alan Mineiro dominar a redonda com o braço

Nota

Mesmo bem colocado Rafael Claus deve ter tido sua visão obstada pelo corpo do atacante, como também; quero acreditar que não tenha tido o intuito da irregularidade

10ª Rodada – Quarta Feira 22/03

Palmeiras 2 x 0 Mirassol

Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva

Item Técnico/Disciplinar

Nada de anormal no trabalho dos representantes das leis do jogo

Quinta Feira 23/03

Corinthians 1 x 1 Red Bull Brasil

Árbitro: Salim Fende Chavez

Assistente 01: Risser Jarussi Corrêa

Assistente 02: Vitor Carmona Metestaine

Item Técnico

Não ocorreram lances que pudessem colocar em cheque a parte técnica do principal representante das leis do jogo

– Foi bem auxiliado e acatou a sinalização dos assistentes quando da marcação dos impedimentos

Item Disciplinar

Aceitável

Observação

Comparando seu comportar nesta contenda, com a explicita prepotência demonstrada nas anteriores, Salim Fende Chaves, salvo uma ocasião, apresentou melhoria

Eliminatória para Copa do Mundo 2018

Uruguai 1 x 4 Brasil

Árbitro: Patrício Losteau (ARG)

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho normal dos representantes das leis do jogo

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Politica

Sempre foi assim mesmo. E daí?

Acusar polícia de idiotice não trará de volta compradores de nossa carne no exterior

Na sexta-feira, o Brasil recebeu a chocante notícia de que muitos frigoríficos nacionais – entre os quais, os maiores – protagonizavam um escândalo que atingia ao mesmo tempo o bolso e o estômago dos brasileiros: a maquiagem de carne podre com ácido ascórbico e a mistura de papelão e outros ingredientes indesejados nos embutidos nossos de cada dia. O País é o maior exportador mundial de carne. Et pour cause, a venda de alimentos contaminados com o beneplácito da fiscalização federal, além de nociva à saúde do consumidor interno, prejudica as receitas de exportação num momento de penúria causada pela maior crise econômica da História.

Numa reação inédita, o presidente Michel Temer, que até hoje não se dignou a visitar os presídios conflagrados no início do ano em Manaus, Boa Vista e Nísia Floresta, na Grande Natal, chefiou uma série de reuniões para anunciar medidas como compor uma força-tarefa para reforçar a fiscalização da pecuária. Além disso, o episódio provocou uma reação indignada do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que, em defesa de seus parceiros da agroindústria, condenou a investigação policial. Numa entrevista em que esquartejou a pobre língua portuguesa com uma sequência atroz de barbarismos inaceitáveis num aluno de grupo escolar, reclamou da ausência dos investigados na avaliação técnica da investigação. E classificou de “idiotice” insana a interpretação do uso de papelão na carne, atribuindo-o à embalagem e esquecendo-se de informar desde quando frigoríficos exportadores embalam carne com o dito material.

O presidente Michel Temer defendeu a Polícia Federal (PF), que, num desvario dos desesperados ante os efeitos maléficos da divulgação da investigação, foi comparada aos responsáveis por um dos maiores erros policiais, com cumplicidade dos meios de comunicação, da História: o caso da Escola Base, em São Paulo. Nenhum dos acusadores, contudo, se lembrou de apontar uma causa lógica para tamanha irresponsabilidade da PF.

Nervoso e confuso, Temer adotou a desculpa usada pelos pecuaristas, que também participaram da reunião dele com a imprensa e 40 diplomatas das embaixadas de 27 países compradores: das 4.837 unidades sujeitas à inspeção federal, apenas 21 foram acusadas de irregularidades. “E dessas 21, seis exportaram nos últimos 60 dias.” Para provar sua convicção, o presidente convidou os presentes no encontro para comer carne de boi, postando em seu Twitter: “Todas as carnes servidas ao presidente Temer e embaixadores na churrascaria Steak Bull eram de origem brasileira”. Mas a Coluna do Estadão foi informada pelo gerente, Rodrigo Carvalho, que tinham corte europeu, uruguaio e australiano. Um papelão!

Vexames do tipo poderiam ser evitados se o governo tratasse o escândalo com a transparência sugerida pelo ministro Maggi, “rei da soja”, citado nas delações premiadas da Odebrecht e tido como responsável por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e 2004, segundo o Greenpeace. Não será com truques de malandro campainha (que se anuncia antes de assaltar) que os governantes e pecuaristas brasileiros manterão seus mercados, invejados por outros grandes e poderosos produtores de carne. De Genebra, Jamil Chade relatou que, se o Brasil não retirar essas companhias da lista de exportação, a União Europeia vai bloquear a entrada dos produtos. E China, Hong Kong e Chile informaram oficialmente ao Ministério da Agricultura a suspensão de importação de nossa carne.

Não é desprezível a afirmação do delegado Maurício Moscardi Filho de que a propina que a PF diz ter sido paga a fiscais irrigava contas do PMDB e do PP. Esses partidos – antes aliados de Dilma e agora, de Temer – ocupam a pasta há 18 anos. Maggi trocou o PR pelo PP para assumi-la na atual gestão. E esse não é o primeiro dano provocado pelo loteamento do governo federal.

Não faltará quem lembre que se compram fiscais nestes trágicos trópicos desde o desembarque de Cabral em Porto Seguro. Já há também quem lembre que corrupção na política não é uma exclusividade brasileira, uma jabuticaba, como se usa correntemente. Pois sim! E não disse Otto Eduard Leopold von Bismarck-Schönhausen, duque de Lauenburg, unificador da Alemanha sob o punho da Prússia, morto antes da chegada do século 20, que “os cidadãos não dormiriam tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis”? Pois então…

A sábia sentença vale como nunca no Brasil destes nossos idos de março, nos quais não faltam também trágicos avisos, como o que o general romano Júlio César ouviu, nas ruas de sua Roma, de um vidente anônimo sobre os punhais que o esperavam na escadaria do Senado. A não ser que a PF tenha cometido barbaridade similar à da Escola Base, em que um casal de educadores perdeu tudo pela acusação cruel de uma criança que viralizou na imprensa, a onda de lodo que se abateu sobre toda a República não terá poupado a galinha de ovos de ouro da economia nacional: nossa produtiva, próspera e moderna agroindústria. Se a polícia exagerou, o caso merece punição pesada.

Mas se a polícia contou, como parece lógico, a verdade, não dá para cair na lorota do empreiteiro Emílio Odebrecht, que desonrou a memória do pai, Norberto, que construiu e deu nome à maior empreiteira do Brasil, pretendendo conquistar o perdão para o filho, Marcelo, e seus comparsas. E, para tanto, adotou o mantra sórdido de Tavares, o canalha cínico encarnado por Chico Anysio: “Eu sou, mas quem não é?”. Ou seja, “não foi?”.

A Operação Carne Fraca, que deveria chamar-se Carne Podre ou Carniça, precisa abrir a caixa-preta onde se guardam mistérios como o milagre da multiplicação das picanhas, em que uma família de pequenos açougueiros de Anápolis hoje controla a empresa campeã na produção de proteína animal neste mundão todo.

Autor: Jose Nêumanne – Jornalista, poeta e escritor. Publicado no Estadão do dia 22/03/2017

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Ignóbil

Vicente Cândido, deputado federal, relator da reforma politica, um dos centenas de investigados envolvidos nas diversas safadezas que prejudicaram e prejudicam o nosso dia, dia, saiu na defesa dos seus interesses, sequencialmente, das centenas de semelhantes acobertados pelo nojento foro privilegiado, e, no maior descaramento, defende que o Congresso discuta a anistia para todos os envolvidos na Operação Lava Jato

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Finalizando

“A mentira anda tão maquiada, tão aparentemente verdadeira, tão defendida que se bobear a verdade vai presa por falsidade ideológica”

Raquel Piffer – pensadora

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-25/03/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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