Galvão Bueno e o velório da Chapecoense

“Locutor bom narra até velório”, costuma-se dizer, na liguagem popular, para qualificar narradores de futebol.
Ontem, em meio à comoção mundial, Galvão Bueno, pela Rede Globo, fez a segunda melhor narração de sua vida.
Frequentemente criticado por exageros durante as transmissões, o narrador, com de maneira absolutamente competente, tirou de letra a dura tarefa de transmitir a tristeza sem parecer piegas, ainda assim expressando grande emoção.
Ninguém sentiu-se ultrajado (como costuma ocorrer em transmissões sensacionalistas), ao contrário, todos, familiares e telespectadores, foram tratados com absoluto respeito e lealdade aos fatos e sentimentos correlatos.
Se no episódio da morte de Ayrton Senna (que era seu amigo pessoal), Galvão em meio ao desespero, conseguiu terminar uma narração de Fórmula 1, ontem, como bem apregoa o ditado: “narrou até velório”, que se tornou ainda mais inesquecível por sua brilhante condução.

Concordo. Galvão tem suas falhas, suas chatices, seus exageros. Mas sempre foi muito competente. Provou isso ontem.