Assassinato em massa: a queda do avião da Chapecoense

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Por MARCELO DAMATO

No começo era uma tragédia, uma “pura tragédia”. A Chapecoense, time Cinderela do Brasil, é dizimado por um terrível acidente aéreo, que mata toda a sua delegação exceto por três jogadores, um dos quais tem uma perna amputada e o outro correu risco de ficar paraplégico. O mundo inteiro chora.

Menos de 24 horas depois do acidente, se descobre que o acaso recebeu ao menos um empurrão, faltou gasolina no avião – nesse e em outro, cujo pouso de emergência teria atrasado de forma letal o voo da delegação do Verdão.

De manhã, a história já tinha mudado.

A falta de gasolina não era obra do acaso, mas supostamente de uma política torpe de seu proprietário para economizar tostões às custas da segurança do passageiro. E que o pedido de pouso urgente foi disfarçado por um relato de pane elétrica, quando o correto era falta de combustível.

No fim da tarde, já se descobre o motivo de tantas delegações usarem uma companhia aérea com apenas um avião em serviço – uma suposta influência da Conmebol, melhor dizendo, de algum dirigente da entidade -uma espécie de Geddel Vieira Lima sul-americano, desses que põem o interesse particular acima do público.

A morte de 70 pessoas -o piloto que se dane, pois era o dono do avião- não tem mais nada de trágica. Parece-se cada vez mais com um assassinato em massa.

O Ministério Público do Brasil, o governo federal e estadual devem agir com urgência e rigor, pois, se o que aconteceu com essa delegação não passou de uma combinação mesquinha de ganância e corrupção, nenhum culpado deve estar a salvo de uma punição.

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