México faz bem em não participar do circo da Libertadores

A Copa Libertadores da América, antes um torneio importante do futebol mundial, a cada ano, devido a ingerências desastrosas da Conmebol, vem se apequenando.
Disputada, a princípio, pelos campeões de cada país, se tanto, pelos vices, trocou a excelência de equipes mais fortes para se tornar penduricalho dos medíocres, aceitando, como no caso do Brasil, até o sétimo colocado da competição.
Ontem, percebendo que serviam apenas para aumentar a arrecadação de um campeonato em que eram tratados como “café com leite”, mesmo possuindo equipes melhores do que muitos tradicionais, os mexicanos deram basta na sacanagem e recusaram-se, oficialmente, a encorpar o circo da cartolagem sul-americana.
Em consequência sobrarão três novas vagas, que, não duvidem, uma delas poderá ser entregue a um inacreditável oitavo colocado do brasileirão.
É a esculhambação no limite máximo.
Fosse a Libertadores gerida por gente minimamente aceitável, seja intelectualmente ou na transparência de atitudes, poderia, no futuro, permitir novamente apenas a participação de campeões (e alguns vices), estendendo-se não apenas pelo México, mas também no mercado dos EUA, elevando o nível técnico do torneio e, por razões óbvias, também financeiro.
