Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Que as mentiras alheias, não confundam as nossas verdades”
Caio Fernando Abreu – escritor, jornalista e dramaturgo brasileiro
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Profissão ou dedicação?

Desde sua exclusão do quadro de funcionários da FPF, o sempre pelego Arthur Alves Junior, presidente do SAFESP – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo; não esclarece qual sua fonte de rendimento mensal; ao que alcanço, mesmo que receba valores sobre palestras por algumas cidades no nosso estado, certamente, o montante, não cobre suas despesas
Tempo integral
Mesmo que em outras localidades, de acordo com as postagens no site da entidade, no horário comercial Arthur Alves Junior dedica-se aos compromissos da mesma, este comportar, permite que continuemos a perguntar: Não sendo cargo remunerado; qual é a fonte de rendimento do presidente Arthur Alves Junior?
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Tecnologia no futebol
A implantação da tecnologia que ampare o principal representante das leis do jogo a esclarecer duvida quando de lances no interior da grande e pequena área, tendo como principias: a penalidade máxima, o impedimento, como também, sobre a ultrapassagem ou não da redonda pela linha da meta, será de grande valia;
Limitação
Sou convicto que a tecnologia deva ser limitada, do contrário, eliminaremos as polemicas, o futebol deixará de ser o esporte das multidões
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31ª Rodada de Serie A do Brasileirão-2016
Domingo 16/10
Figueirense1 x 2 Palmeiras
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (ASP-FIFA-MG)
Árbitro Assistente 01: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG)
Árbitro Assistente 02: Celso Luiz da Silva (CBF-MG)
Item Técnico
1º – Acertou por não ter entrado no barulho do sempre manhoso atacante palmeirense Dudu, que pediu penalidade máxima, quando de choque normal com um dos defensores da equipe da casa
2º – No momento da subida e disputa pela bola, entre Bruno Alves, defensor do Figueirense, e Gabriel Jesus, ocorreu toque natural do braço direito do defensor da equipe da casa, no pescoço do atacante palmeirense; errônea e rapidamente, o assoprador de apito apontou a marca da cal
3º – Deixou de marcar a penalidade máxima sofrida por Rafael Silva, atacante da equipe da casa, foi tocado e derrubado intencionalmente pelo palmeirense Egídio
Ressaltando
A irregularidade do lance da lateral cobrada por Dudu, que originou no segundo e tento da vitória da equipe do Parque Antártica.
Explico:
Dudu cobrou o lateral, a redonda, quicou fora, adentrando ao campo; Gabriel Jesus dominou, sequencialmente, Jean a mandou profundo da rede do Figueirense
Observação
A irregularidade foi cometida na lateral do campo fiscalizada pelo assistente 01
Item Disciplinar
Péssima
Concluindo
No transcuro da refrega, o assoprador de apito, um dos muitos apaniguados que galgaram degraus repentina e imerecidamente, passou para trás, colegas com mais cancha, recebeu o escudo de aspirante FIFA, não reconhecido, mais, que preenche o ego daqueles que adoram adereços
Corinthians x América-MG
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)
Itens Técnico/Disciplinar
Sem problemas
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4ª Feira 19/10 – Copa do Brasil
Cruzeiro 4 x 2 Corinthians
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Itens Técnico/Disciplinar
Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo
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Política
Desobediência cidadã

Do alto de seu livre-arbítrio, eleitor avisa ao Estado que não aceita o voto impositivo
Pelo que se viu nas análises sobre o resultado das eleições municipais, ficaram todos muito impressionados com o índice de abstenção. Na verdade, quase igual ao registrado em 2012. Na época foi pouco mais de 16% e agora pouco menos de 18%. Isso no cômputo da votação geral do País. Vistos do ponto de vista local, porém, os números são maiores, sendo o Rio de Janeiro o campeão de ausências com algo em torno de 26%. Um quarto do eleitorado.
A julgar pelo que restou de escolha no segundo turno na cidade realmente maravilhosa, capital do Estado de fato em situação falimentar – Marcelo Crivella contra Marcelo Freixo, duas pontas extremas do espectro ideológico – o prezado leitor e a cara leitora não se iludam e preparem-se: o número de ausentes vai aumentar.
Crescerá também a quantidade dos que consideram mais fácil anular ou optar pelo voto branco do que depois ir atrás de um cartório eleitoral para pagar multa irrisória (na média, menos de R$ 3), a fim de não ficar impedidos de tirar passaporte e carteira de identidade.
Não são apenas essas as penalidades. Quem não vota não pode obter qualquer documento no caso de diplomatas e funcionários do Itamaraty; é excluído de participar de concorrências públicas nos âmbitos federal, estadual e municipal; não pode obter empréstimos em entidades direta ou indiretamente ligadas ao governo; é vetado na renovação de matrículas em escolas do ensino oficial e da inscrição em concursos públicos ou da tomada de posse nos cargos. Os funcionários públicos não recebem salários no segundo mês subsequente à eleição e todo e qualquer cidadão está impedido de praticar ato de exija quitações do serviço militar ou do Imposto de Renda.
Portanto, as sanções não são leves quando faz crer a vã assertiva segundo a qual o voto no Brasil na prática é facultativo. Entre outros e principal motivo em decorrência da multa irrisória. Importante que as pessoas saibam das restrições e dos aborrecimentos decorrentes da abstenção eleitoral para que não se iludam com a ideia de que na prática o voto é facultativo devido a uma penalidade sem maior significado. O Estado castiga pesado quem não vota, exercitando um direito de não ir às urnas. Coisa que na maioria ampla das democracias no mundo é garantida aos cidadãos.
Nelas, o voto é um direito. Aqui é tratado como obrigação. Imposição negada por boa parte do eleitorado que, por isso, é tratada como alienada, boboca, sem noção. Convicção compartilhada por partidos à direita e à esquerda, que na Constituinte de 1988 derrotaram a proposta do voto facultativo sob o argumento (até hoje vigente) de que o voto obrigatório seria uma garantia democrática em país de pouca educação. Por essa ótica, seria necessário esperar que o Brasil e os brasileiros tivessem um grau cultural tido como “razoável” para ter a liberdade de votar. Ou não.
O eleitor que não quer votar é alvo de preconceito. Visto como alienado, não engajado, praticamente um pária da civilidade. Isso porque se convencionou dizer que o voto obrigatório é uma garantia do exercício da cidadania. Bobagem. O cidadão exerce seus direitos na plenitude se tiver liberdade para tal. Conforme ocorre na quase totalidade das democracias de mundo, nas quais neste aspecto o Brasil é exceção.
Posta na mesa e reconhecida a jabuticaba quase que exclusivamente brasileira, resta reconhecer: o eleitor depôs, derrotou no cotidiano a obrigatoriedade do voto, numa das mais belas, contundentes e definitivas rejeições ao voto obrigatório. Só falta o universo dos políticos cair em si, abrir mão da reserva de mercado e se adequar ao mundo real para defender e adotar o voto facultativo já.
Publicado no Estadão – Autora: Dora Kramer – jornalista e colunista do Estadão
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Finalizando
“Na teoria, você já sabe tudo. Mas e na prática? A história é outra!”
Anne Frank – jovem judia que deixou inserido no livro “O Diário de Ane Fank” o testemunho da perseguição nazista aos judeus
Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP- 22/10/2016
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
