Rodrigo Gaspar e Getterson

Em 2011 (cinco anos atrás!!!), então com apenas 20 anos de idade, o atacante Getterson, evidentemente mal-assessorado, postou no twitter que seu sonho era jogar no Corinthians, e fez referência ao São Paulo Futebol Clube como “os bambis”.
O tempo passou.
Ontem o São Paulo anunciou a contratação de Getterson (25) junto ao J.Malucelli.
Torcedores, fuçando as mídias sociais, resgataram as postagens do jogador, e passaram a detoná-lo.
Em sendo o atleta verdadeiramente importante para o clube (é o que se espera quando decide-se uma contratação que nunca custa barato – mesmo que seja apenas pelos salários), qualquer diretoria civilizada, daquelas que não adotam métodos das cavernas, defenderia o jogador, explicitando tratar-se de uma conduta, de fato, inadequada para um profissional, mas cometida por um jovem recém ingressado na vida adulta.
Bastava, depois, boas atuações pelo clube, e, quiça, um gol marcado contra o Timão, para o assunto, de vez, ser sepultado.
Mas há entre os atuais dirigentes Tricolores muitas populistas e alguns idiotas.
Intempestivamente, o assessor do presidente Leco, Rodrigo Gaspar (o mesmo que detonou o atleta Rodrigo Caio, por ironia, via twitter, para depois se retratar publicamente), anunciou o rompimento do acordo com Getterson, antes mesmo da decisão ter sido tomada.
“O São Paulo precisa de gente que goste do São Paulo”, foi a argumentação utilizada para tal.
A intenção, óbvia, era a de se alinhar ao discurso passional dos torcedores, fazer média, e pressionar pela demissão do jogador (para levar as glórias pela defesa da “honra” tricolor).
Se é compreensível que alguns torcedores, passionalmente, não saibam separar as coisas, para um dirigente que trabalha na gestão do clube, o ato é deplorável, e demonstra absoluto amadorismo para lidar com assuntos importantes do São Paulo.
Sem coragem para se contrapor ao triste espetáculo, o presidente Leco, no final da tarde, rompeu o vínculo com o atleta, sob alegações pueris (“não nos avisou que tinha mídia social”), prejudicando o clube (se de fato a contratação se deu por questões técnicas) para agradar, e dar razão, a meia dúzia de imbecilizados.
