São Paulo precisa abrir o olho com “Negócio da China”

hisense

No último dia 14, revelamos que o São Paulo estaria negociando acordo com fundo chinês que injetaria dinheiro no clube, inclusive como parceria em contratação de jogadores.

A China e o São Paulo

Nos últimos dias, falou-se que os recursos seriam oriundos da empresa estatal chinesa Hisense, criada pelo Governo local em 1969, com sede na cidade de Qangdao.

Maravilhas estão sendo vendidas dentro do clube.

As promessas vão desde patrocínio master, passando pelo citado envolvimento em negócios com jogadores, até participação em reforma do Morumbi.

“A empresa patrocina o Shalcke 04, na Alemanha. Também a Euro 2016”, dizem.

Se é absolutamente desnecessário falar sobre as desconfianças (que são globais) em qualquer operação financeira envolvendo empresas ligadas ao governo chinês, a situação torna-se ainda mais intrigante quando verificamos a holding aberta no Brasil, com objetivo de tocar os negócios da Hisense, tendo, inclusive, a própria estatal como uma das proprietárias.

A HISENSE INTERNACIONAL DO BRASIL LTDA, CNPJ 19.766.293/0001-40, constituída em apenas dois anos atrás, em 21/02/2014, num período de sete meses, trocou de endereço em três oportunidades.

Saiu da Rua José Bonifácio nº 278 para a Praça Antonio Prado nº 33, dizendo agora, desde 22 de setembro de 2014, estar na Rua Emilio Mallet, 317. no Tatuapé, local em que, provavelmente por engano, encontra-se uma Agência de Viagens.

Mas se os endereços são controversos, o procurador da holding, que assina pela Hisense no Brasil e também por obscuro terceiro sócio, de nome Lan Lin, que se diz americano, não fica nada atrás.

Trata-se do chinês Guan Wang (nome inscrito no CPF brasileiro, nº 384.934.288-33), que responde também como Guian Wong, e por vezes pela alcunha Guan Yang.

Difícil deixar de lembrar dos três nomes de um famoso iraniano que trouxe a MSI para o Corinthians, e que era conhecido como Kia Joorabchian, Kia Kiavash e Kiavash Joorabchian.

Wang, que está proibido pelas redes bancárias, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, de possuir talões de cheque ou qualquer tipo de crédito por pendências financeiras diversass, apresentou dois endereços no Brasil.

Aparentemente, nenhum deles existe, de verdade.

Na Junta Comercial, em que é especificado como procurador da Hisense, diz morar na Rua Pedro Belegarde nº 409, casa 1, coincidentemente no bairro do Tatuapé (o mesmo da holding) porém no local o que existe, de fato, é um estacionamento.

pedro belleguarde 409

Noutros negócios, alegou residir na Rua Felipe Camarão nº 431, apto 95.

Inexiste a numeração no logradouro, que pula de um terreno localizado na numeração 429 para uma casa, no número 435, ambos, por razões obvias, sem a possibilidade de abrigar numeração de apartamento.

felipe camarão 429-435

Notícias dão conta de que os dirigentes tricolores Francisco Manssur e Vinicius Pinotti desembarcaram, recentemente, maravilhados com a viagem à China para tratar da referida parceria, impressionados com o tamanho da Hisense e as promessas realizadas.

Em 2004/2005, um grupo de conselheiros do Corinthians, após viagem à Inglaterra, acreditou nas inverdades da MSI, para, pouco tempo depois, alguns figurarem nas paginas policiais enquanto outros pediam perdão pelo desastre provocado.

Se a Hisense, de fato, é uma empresa bilionária e tem investido quantias consideráveis no esporte (apesar da origem e dos objetivos do dinheiro serem, como ocorre com tudo em que o Governo Chinês coloca as mãos, absolutamente duvidosos), a filial brasileira dá mostras, pelo exposto em nossa matéria, de inconfiabilidade, devendo ser objeto de mais checagens antes da assinatura de qualquer vínculo com o Tricolor.

hisense junta

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