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Asneiras “organizadas” na CPI

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Recentemente, os políticos de São Paulo, comandados pelo vereador Laércio Benko (PHS), envergonharam a população ao utilizarem-se de uma CPI, denominada “das organizadas”, para aproximação eleitoral com a bandidagem.

O relatório final é canonizador.

As facções entraram “investigadas” e saíram elogiadas.

Tivemos acesso ao inteiro teor das declarações de todos os convocados a prestar esclarecimentos.

Em determinado momento, Benko, no auge do puxa-saquismo, utilizou-se de ataque a Marco Polo Del Nero para exaltar quem deveria, em tese, colocar na parede:

“Estive aqui como os presidentes da Gaviões da Fiel, da Pavilhão 9, da Mancha Verde, da TUP, da Independente, da Dragões da Real, da Torcida Jovem, da Leões da Fabulosa e tenho certeza de que eu posso convidar qualquer um dos senhores para sair do País comigo. Mas, se o Presidente da Confederação Brasileira de Futebol puser o pé para fora da divisa, ele estará imediatamente preso. Então, quem é bandido nessa história? É isso que nós temos que apurar.”

Os representantes das facções, sentindo-se acolhidos, defenderam-se com bravatas, discursos desprovidos de verdade, e muitas, muitíssimas asneiras.

Dirigente da Pavilhão 9, em resposta a Conte Lopes (apesar de tudo que dele se sabe, dos poucos combativos na CPI), disse que o nome da “torcida” é uma “homenagem aos corinthianos oprimidos pelo sistema” e que exigiam respeito.

Selecionamos, porém, os mais caras de pau.

Vale a pena ler e rir, para não chorar, demonstrando o nível dessa gente, e pior, dos nossos políticos, que em vez de combatê-los, quase saíram de lá entregando as próprias filhas para união conjugal.

Marcelo Moisés Moura Lima (TUP): (…) o clube não dá nada, não. A não ser quando a diretoria quer ir lá chamar a gente para dar uma compradinha, dar um ônibus, isso é normal. Existe em sindicato, existe em política, existe em igreja, existe em terreiro, existe em tudo quanto é lugar…”

Em verdade, o presidente da TUP refere-se a gestões anteriores do Palmeiras, já que o presidente atual, Paulo Nobre, rompeu com as “organizadas” que se dizem torcedores do clube.

Denis Almeida (Torcida Jovem do Santos): “Eu tive, há um ano, eu tive um associado que ele morreu na Penha, próximo à minha sede. Ah, culpa da briga de torcida, culpa disso, mas não tinha um policiamento, era um clássico, rua escura, quase na periferia… Tipo assim, a responsabilidade volta a cair tudo sobre nós, mas se você pá(?), uma avenida como a Radial Leste não tinha uma viatura de polícia, uma volta de um clássico”

“O Flávio Padro faz campanha há anos; por causa de uma briga particular dele, ele faz campanha há anos falando para ninguém ir ao estádio. Eu mesmo, a nossa torcida, nós ficamos anos sem dar entrevista para nenhum tipo de imprensa devido a esse tipo de coisa.”

Ou seja, eles e matam, mas a culpa é da polícia e do jornalista Flávio Prado.

Alvaro Souza (Leões da Fabulosa) A mídia entrou para criminalizar as torcidas organizadas porque viu que poderia dar problema, poderia afetar o seu lucro, a sua lucratividade, e a mídia cai matando. Cai matando desde antes de 92 e vem matando até hoje.”

Convenhamos, quase uma piada de português…

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