Humilhada na Europa, base do Corinthians chega ao fundo do poço

Há treze anos, desde o início de uma gestão nomeada, quase que como deboche, “Renovação e Transparência”, as categorias de base do Corinthians estão sendo assaltadas, diariamente, por dirigentes corruptos, em benefício de empresários.
O clube perdeu enorme percentual de direitos sobre jovens promessas, sendo que a grande maioria, vendida antes da “desmamada”, sequer chega a vestir a camisa profissional alvinegra.
Os roubos eram mascarados, assim com ocorre, também, no departamento de futebol, por títulos da Copa São Paulo (disputada por enxertos de agentes – com os pratas da casa jogados a escanteio) e ilusões de torneios com meia duzia de convidados, apelidados como “Mundial de Clubes”.
Este ano, porém, a sorte não tem acompanhado os infratores.
As falcatruas, pouco a pouco, inclusive com a nomeação de culpados e suspeitos, estão sendo reveladas, confirmando informações que o leitor desde espaço, desde sua criação, há nove anos, tinha conhecimento.
Enquanto isso, dentro de campo, os insucessos impedem que as divulgações midiáticas, encobridoras da realidade, ajam a favor da quadrilha.
Em janeiro, o Corinthians foi derrotado na Copa São Paulo de Juniores.
Porém, certamente, nunca a base alvinegra vivenciou vexame semelhante ao ocorrido nesta semana, em mundialito, que o clube vende como Mundial, disputado na Europa (em Madrid), entre equipes de poderios diversos.
Os garotos do Sub-17 alvinegro foram humilhados pelo fraquíssimo Tokushima Vortis, do Japão, por quatro a um, para, em sequencia, levarem arrasadores seis a um do Real Madrid.
O fundo do poço, tão buscado pelos gestores alvinegros, em meio a desvios de conduta e de dinheiro, finalmente chegou.
