Obscuridades de Gilmar Rinaldi (o)

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)
Ninguém é ingênuo, purista, para acreditar, ou pelo menos não desconfiar, ainda mais neste momento pelo qual passa a CBF e o país, que foi coincidência a seleção brasileira ter se hospedado no hotel do qual o ex-jogador Lúcio é um dos sócios e, ao mesmo tempo, a CBF convidá-lo para ser o auxiliar pontual nas duas últimas partidas.
Não estamos na Noruega.
O coordenador Gilmar Rinaldi, em vez de contar a vantagem de que manteria o convite mesmo se soubesse da ligação entre Lúcio e o hotel, deveria evitar insinuações e desconfianças.
Além disso, a confederação da Noruega, por excesso de cuidado e por conhecer as fraquezas humanas, não convidaria para diretor de sua seleção alguém que era empresário de atletas, mesmo que interrompesse sua atividade.
