Corinthians pagou ou recebeu dinheiro na transação de Ralf para a China ?

fernando garcia e negão 1

No final de 2015, o contrato do jogador Ralf com o Corinthians terminou, deixando o atleta livre para negociar com quem bem entendesse.

Estranhamente, o clube diz ter recebido R$ 4 milhões do atleta (mesmo sem ele precisar pagar) derivado de sua transação para a China, finalizada, oficialmente, apenas em fevereiro de 2016, dois meses após o final do vínculo.

O dinheiro, porém, não entrou nos caixas alvinegros.

Paralelamente a isso, corria uma ação de cobrança, movida em janeiro de 2015, pelo empresário Fernando Garcia, sócio do deputado federal Andres Sanches, além de irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga, que cobrava R$ 2,8 milhões do Corinthians, exatamente sobre direitos que acreditava possuir sobre Ralf.

O cálculo da pendência, corrigida, atingiria valores próximos aos referidos R$ 4 milhões, que o volante teria “doado” ao clube, sem documento algum que o obrigasse a fazê-lo.

No último dia 15 de março, menos de um mês após a oficialização do negócio com os chineses, a empresa GP Sports, que tem Garcia como sócio oculto, desistiu da ação de cobrança, alegando ter entrado em acordo com o Corinthians.

Coincidência ?

Afinal, o clube pagou ou recebeu pelo negócio ?

O histórico de transações obscuras do atual grupo gestor do Timão indica, ao menos, que o assunto necessita de melhores explicações.

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