Coronel Nunes entra para o seleto clube dos que passaram vergonha no exercício do poder na CBF

É absolutamente simbólica a decisão da Justiça Federal que obrigará, sob condução coercitiva, um representante do militarismo, o Coronel Nunes, a depor na CPI do Futebol.
O poder na CBF parece, de fato, corromper.
Excetuando-se o pequeno período em que a entidade foi presidida por Giulite Coutinho (época da Seleção de 1982), todos os outros foram marcados por dirigentes acusados por diversos desvios de conduta e constrangimentos.
Havelange, Teixeira, Marin e Del Nero, todos, quando não presos estiveram às portas da cadeia.
Nunes, até então obedecedor de ordens, por elas recusou-se a participar, de maneira espontânea, quando convocado a prestar esclarecimentos em Brasília, mas, pouco inteligente, na mesma semana, aceitou comparecer a evento protagonizado por Andres Sanches, em São Paulo.
Informado por este jornalista, o Senador Romário indignou-se, e não pensou duas vezes: requereu, judicialmente, a obrigatoriedade do depoimento.
