Rosenberg detona gestão do Corinthians: “(…) a podridão toma conta de tudo”

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No início da semana, o site “O Financista” publicou esclarecedora entrevista com o ex-vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg.

Se, dias atrás, o dirigente revelou que o filho do presidente Lula recebeu R$ 500 mil sem trabalhar no Parque São Jorge, agora tratou de escancarar diversos problemas de gestão no alvinegro.

Destacamos trechos do que consideramos mais importante, entre os quais o assunto “corrupção”.

Vale a pena conferir:

JOGADORES DA BASE 100% DO CORINTHIANS

“O Corinthians tem uma capacidade enorme de atrair jogadores. Agora não pode chegar um jogador lá que é 60% do conselheiro XPTO, enquanto o Corinthians fornece a melhor vitrine do mundo. Na hora de vender o ganho fica com o cara e não com o clube. Essa é a parte mais capenga do processo de enriquecimento do Corinthians.

Eu gosto da proposta do Roque Citadini. Se quiser jogar no Corinthians, é 100% do Corinthians. Se eu tiver que dar uma quantidade para o menino, uns 20%, eu acho até legal, como se fosse um bônus de desempenho. Mas intermediário? Nunca. Há problemas na base que são a grande vergonha do futebol. Não houve nenhum avanço. Uma situação muito comum em diversos clubes, algo universal.”

CORRUPÇÃO

“Em primeiro lugar custa muito caro ser cartola. Se você não rouba, trabalha de graça. E, no meu caso, põe uma carga sobre os meus sócios muito grande. Segundo, ninguém é dono de ninguém. Não é possível que o sucesso te faça dono de um clube. É necessária a característica de renovação e modernidade, de sangue novo, e não aquele processo de envelhecimento e enrijecimento que acontece quando você coloca os seus amigos, os amigos dos seus amigos… É aí que você admite uma sacanagem ali e outra aqui. E quando você vai ver a podridão tomou conta de tudo.”

NAMING-RIGHTS

“A dificuldade em vender naming rights não é por causa do preço, nem porque não seja atraente ter o nome no estádio mais bonito do Brasil, modéstia à parte. É porque é um casamento. A marca ficará no estádio por uns 20 anos.”

“A forma como você se comporta quando um menino morre com um morteiro na Bolívia pode custar muito caro. Nesse episódio, por exemplo, eu já estava fora, mas acho que erramos feio. Foi o anti-marketing. O Corinthians apoiar os suspeitos em vez de abraçar o menino. Não se sabe, mas o menino estava lá por que era corintiano. Veio da cidade dele pra ver o Corinthians. E nós não estávamos no enterro.”

OMNI E CORINTHIANS

“Eu criei (Fiel Torcedor) e coloquei uma tabela progressiva. Com os primeiros 20 mil sócios, 95% da receita ficaria com o operador e 5% com o Corinthians. E o percentual ia crescendo conforme o número de sócios aumentava, de forma que eu não quebre o operador. Hoje era para estar com 95% da receita para o Corinthians. Mas depois que eu saí fizeram um questionamento no contrato e dividiram meio a meio.”

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