Caso Lulinha não entra na pauta de reunião do Conselho no Corinthians

No próximo dia 07 de março, será realizada reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, tratada como “extraordinária”, para discutir assuntos do estádio em Itaquera.
Fala-se que a diretoria do clube tem objetivo de apresentar propostas comerciais, para avaliação ou aprovação, dentre as quais a suposta negociação dos “naming-rights”.
Porém, dois assuntos, um deles fora da pauta, precisam ser discutidos no encontro: a prestação de contas do estádio e o pagamento de R$ 500 mil ao filho do ex-presidente Lula, sem comprovação de trabalho.
É inaceitável, além de contraditório com o discurso de campanha dos atuais gestores, dois anos após a inauguração do “Fielzão”, que a contabilidade da Arena e seus contratos sejam ainda desconhecidos do conselheiro alvinegro.
Aprovar novos negócios sem conhecer detalhes dos anteriores é ser conivente com os possíveis desvios de conduta (e talvez de dinheiro) que podem estar ocorrendo à sombra da obscuridade de um negócio realizado com parceiros, quase todos, investigados pela “Operação Lava-Jato”.
Não se pode, também, perder a oportunidade de questionar o ex-diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, sobre quem, de fato, pagou os salários de Lulinha.
A não colocação do assunto em pauta em nada impede a livre manifestação de conselheiros.
Se o dinheiro saiu dos caixas alvinegros, como explicar os pagamentos após o ex-diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, garantir que o serviço, supostamente contratado, nunca foi prestado ?
Em não sendo, saber quem pagou (e porque) torna-se importante para revelar se o clube foi ou não utilizado para direcionamento indevido de vantagens realizado pela investigada Odebrecht.
