Lugano entrou na roubada que Rogério Ceni escapou

Por amor ao São Paulo, o mito Rogério Ceni tentou, mesmo sabedor de que os atletas incumbidos para ajudá-lo não eram dos melhores, retirar-se dos gramados carregando mais uma taça pelo Tricolor.
O desejo fez sua carreira alongar-se dois anos além do previsto.
Não deu certo, apesar de que, pela excelência do goleiro, mais dois ou três recordes foram batidos.
Ceni correu grande risco e chegou até a ser questionado por alguns torcedores, mas, por sorte, escapou do que Lugano sofrerá.
Outro ícone da história Tricolor, o uruguaio, que merecia voltar ao clube para ter encerramento digno de carreira, caiou em armadilha.
Lugano e titular, hoje, de uma equipe indigna da história do São Paulo, que, conforme previsto neste espaço, após os primeiros confrontos de 2016, está fadada a vexames contínuos, pelo menos até a próxima janela de transferências, ocasião em que uma ou duas milagrosas contratações podem, talvez, evitar o pior.
A defesa está mal montada pelo treinador argentino, que, em jogando o ídolo tricolor, até pela questão da idade, não pode submetê-lo em combate direto com rápidos atacantes, e sim precisa saber utilizar-se de sua experiência na sobra, orientando os mais jovens e impondo respeito no setor.
O restante da equipe é ainda pior.
Um meio campo em que a criatividade está nos pés de um jogador que, apesar da habilidade, parece ter profunda preguiça em jogar futebol e um ataque tão ineficiente que deve ter ocasionado ao argentino Calleri, o melhor do setor, profundo desejo de que os meses passem rápido para que possa escapar e partir para a Inter de Milão.
Cabe ao torcedor, pela evidente constatação do que está por vir, tratar Lugano com o mesmo respeito que a grande maioria teve por Ceni, evitando misturar sua vencedora e guerreira imagem coma de atletas que, daqui uns anos, sequer serão lembrados pelo clube.
