Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Evoluir é reconhecer nossos erros.
Não para consertá-los,
Mas para não repeti-los”.
Pensamento de Amanda Chakur
————————————————
Falcatrua na reeleição do SAFESP

Os jornalistas Vanderlei Lima e Vinicius Segalla, conforme matéria publicada dia 04/02/2016, no UOL, comprovam que ocorreu fraude na assembleia geral que reelegeu Arthur Alves Junior na presidência do SAFESP – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, ocorrida no dia 12/10/2014
Fantasmas conscientes
Por volta de 14 associados não presentes, apuseram nomes e assinatura na lista de presença, em data posterior, com isso, juntamente com o reeleito, ao menos, no meu entendimento, podem ser enquadrados no Capitulo VI do CP, que abrange o Estelionato e outras Fraudes. Na cabeça deste capitulo, encontra-se o Artigo 171- que diz:
Estelionato
Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento
Punição
Quem pediu e quem assinou, são conscientes da ilegalidade, comprovando a ilicitude, sem dó nem piedade, são merecedores de severa punição
————————————————————-
CA-FPF/ Sorteios
Salvo falha de visão, a toda poderosa Silvia Regina é quem coloca o visto nas folhas em que constam os nomes dos árbitros premiados para arbitrarem na rodada seguinte.
Duvidas
1ª – Ao que sei, a CA é presidida por Ednilson Corona, na condição de vice-presidente José Henrique de Carvalho; por este motivo pergunto: Qual a razão do nome e visto dos mesmos não constar nestas folhas?
2ª – Cadê o nome do denominado voluntário que sorteou as bolinhas?
3ª – No estatuto do torcedor consta que o sorteio deve ser realizado com 48 horas de antecedência, estou na duvida do horário referente à segunda, se confirmado o não cumprimento; qual foi ou será a justificativa?
Uniforme dos árbitros
Conforme noticiado a KAPPA foi anunciada pela FPF como nova fornecedora dos uniformes dos árbitros, conforme o fez a equipe que trabalhou na final da Copa São Paulo, assim como, na foto que alguns colocaram no facebook; no entanto, nas primeiras contendas do Campeonato Paulista; observei a marca Penalty. Por bisbilhotice, gostaria de saber o que sucedeu?
———————————————————————————
Primeira Rodada da Série A do Campeonato Paulista – 2016
Sábado 30/01
Red Bull 1 x 1 São Paulo
Árbitro: Marcelo Rogério
Item Técnico
Uma e outra inversão, assim como, não marcação de faltas
– A penalidade máxima que originou o tento de empata da equipe do Red Bull, cometida por Lucão, defensor são paulino, foi corretamente marcada
– Quanto ao lance do puxão no braço do atacante são-paulino Alan Kardec, pouco antes da linha da área grande da equipe adversária, corretamente, o árbitro mandou seguir o lance, vez que, o atacante seguiu com totais condições de finalizar a jogada
Item Disciplinar
Zanzou e feio por ter amarelado o são- paulino Hudson, como autor da penalidade máxima que originou o tento do Red Bull, ao invés de fazê-lo pro seu consorte Lucão
Vagou
Por ter deixado de expulsar o são- paulino Ganso, no momento da explicita e visível agressão cometida contra um dos oponentes;
– assim como, para com o atacante Roger da equipe do Red Bull que praticou uma ou duas maldosas entradas contra opositores
Rematando
Na parte disciplinar Marcelo Rogério tropeçou e muito
Domingo 31/01
Corinthians 1 x 0 XV de Piracicaba
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Árbitro Assistente 01: Marcelo Carvalho Van Gasse
Árbitro Assistente 02: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Quarto Árbitro: Aurélio Sant Anna Martins
Item Técnico
Flavio Rodrigues de Souza deixou passar poucos lances faltosos, como destaque, de ter contado com o bom desempenho do assistente Marcelo Cataneo Ribeiro da Costa, por ter sido certeiro na marcação de cinco impedimentos, principalmente, no lance inicial, que deu origem a vitoria da equipe corintiana; explico:
– a bola foi lançada para o lado esquerdo do ataque corintiano, percebendo que estava em posição de impedimento, Romero ficou parado, deixando a redonda seguir, neste momento, seu consorte Elias, partiu da posição regular, em direção à pelota, seguido pouco atrás por Romero,
– no interior da área adversária, Elias tocou na redonda, que rebatida pelo goleiro, sobrou para Romero, desta vez em posição legal, marcar o tento da vitoria
Item Disciplinar
Aceitável
Observação:
Logo que terminou a contenda, entrei na minha página Facebook, expondo que em minha opinião o gol do Corinthians, havia sido ilegal
Correção
Na manhã da segunda feira 01/02, consultando o inserido na regra 11 que define sobre o atleta na em posição de impedimento, mas não tocou na pelota, deixando-a pra um consorte, como o fez Romero, em relação a Elias e, sequencialmente, o acompanha pouco atrás, retifiquei meu opinar, vez que, com o toque na bola dado por Elias, aconteceu lance posterior. Sendo assim, permanecendo atrás da linha da bola, Romero estava legalmente posicionado
Definindo
Esta correção expõe, minha maneira de agir, sempre fui fiel a minha consciência, na condição de ser humano, não tenho o direito, no entanto, cometo erros; erros que sempre estiveram fora do nojento politicamente correto praticado por muitos frequentadores do imundo subterrâneo da administração do futebol paulista e brasileiro
————————————————————–
Segunda Rodada – Terça feira 03/02
Ponte Preta 0 x 2 Santos
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Item Técnico
Poucas e aceitáveis falhas
Item Disciplinar
Advertiu corretamente com cartão amarelo 5 componentes da Ponte Preta e 3 santistas, fosse mais enérgico poderia e deveria ter aumentado este numero
Observação
No transcurso da contenta deu muitas explicações e alguns comprimentos de mão para atletas, ato que não deveria ter acontecido
Quarta feira 04/01
Osasco Audax 0 x 1 Corinthians
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Itens Técnico/Disciplinar
Os representantes das leis do jogo não tiveram influencia no placar final
Nota
Faz-se necessário que os responsáveis pela CA-FPF participem ao árbitro Thiago Duarte Peixoto, para diminuir as gesticulações durante o transcurso das refregas, vez que estas beiram ao grotesco
Palmeiras 2 x 2 São Bento
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Item Técnico
A equipe do São Bento saiu no prejuízo com alguns erros da arbitragem, principalmente, quando da sinalização de impedimento do atacante Éder, no lance que culminou com a redonda no fundo da rede, vez que; os defensores alviverdes Lucas e Thiago Santos, ofereciam condições de jogo
Item Disciplinar
Meia boca
No todo
Não gostei do trabalho do árbitro, assim como: dos assistentes
———————————————————————————–
Política

O Fator Lula
Esqueçam o impeachment, ao menos por ora. Há uma questão anterior: quais as chances de a presidente Dilma governar com um mínimo de eficácia? Se ela não conseguir, não apenas volta a ameaça de impeachment, como surgirão articulações para algo como uma renúncia mais ou menos forçada — que ocorre quando o presidente fica inteiramente isolado, sem a menor capacidade de governar.
Pois essa situação pode estar mais perto do que muitos pensam, por dois motivos. O primeiro: o governo é ruim e está muito difícil recuperar eficácia. O segundo é Lula. Se a Lava Jato apanhar o ex-presidente, derrete toda a estrutura construída em torno dele, incluindo Dilma e sua presidência.
É uma especulação, claro, mas… enfim, eis a coisa.
No dia a dia, todo governo funciona no automático. A burocracia mantém os programas existentes, até consegue tocar algumas obras.
Mas não é disso que se trata. Não estamos em um período normal. A presidente e seu pessoal precisam apagar o incêndio e, ao mesmo tempo, desenhar e refazer o edifício. Para a crise imediata, Dilma precisa arranjar dinheiro para fechar as contas deste ano. É como se estivesse no meio da tarde ainda sem o dinheiro da janta.
Para isso, a presidente conta, publicamente, com a CPMF, que precisa ser votada até maio. Fora do Congresso, ela conta também com a venda de prédios e outros ativos, coisa que depende da eficácia do governo e, claro, da disposição do mercado. Na Câmara e no Senado, não existe a maioria de três quintos exigida para a aprovação da CPMF. E não existirá enquanto o governo não der provas de que está vivo, atuante e com perspectivas. O que depende, e muito, do dinheiro da CPMF…
A venda de ativos e leilões de rodovias, aeroportos e outros serviços é uma privatização meio avacalhada, feita em um momento ruim. Aliás, como a privatização patrocinada pela Petrobras. Está torrando patrimônio para tapar o caixa e tudo com base em decisões exclusivas da diretoria. Mas, enfim, quando falta dinheiro, parece que vale tudo.
Precisa de competência, porém.
Está em falta. Na mensagem ao Congresso em 2015, Dilma prometeu leilões de rodovias e a terceira fase do Minha Casa Minha Vida. Está prometendo de novo, igualzinho.
Resumo: não vai conseguir debelar o incêndio, as contas públicas continuarão no buraco.
Acabou?
Ainda não. O país pode estar na pior, o governo meio parado, mas se há um presidente respeitado e que aponte um caminho crível, as expectativas melhoram imediatamente. A Argentina de hoje, por exemplo.
No nosso caso, a presidente Dilma precisa apontar um caminho que leve a três destinos: uma reforma estrutural das contas públicas; o controle da inflação; a retomada do crescimento e do emprego.
É muita coisa ao mesmo tempo. E Dilma só tem proposta para o primeiro destino: a reforma da Previdência. Mesmo assim, trata-se de uma proposta ainda secreta, não especificada. A presidente e seu ministro da Fazenda apontaram alguns temas gerais, que contam com forte, e explícita, oposição dentro do governo, do PT e da base aliada.
Para a inflação, o Banco Central perdeu a autoridade. Para a retomada do crescimento, tudo que o governo conseguiu foi juntar uns R$ 80 bilhões para novos créditos. É pouco dinheiro e, ainda assim, não há tomadores dispostos a pegar os recursos. Aliás, parte daqueles 80 bilhões está parada faz tempo nos cofres do FGTS.
Resumo: continua o ambiente de recessão e inflação alta.
Em cima disso, vem o fator Lula. Todo mundo pergunta: será que ele vai ser preso? Isso, claro, terminaria de enterrar o PT e todos seus aparelhos.
Mas a prisão não é uma condição essencial. Bastaria Lula tornar-se réu na Lava Jato, em Curitiba, em um processo consistente, com provas fortes e de fácil entendimento da população, tipo ganhar um sítio, um apartamento em troca de favores com dinheiro público.
Mesmo sem isso, à medida que as investigações e denúncias aparecem, o ex-presidente fica cada vez mais isolado. Não por acaso, parlamentares do PT e ministros de Dilma saíram em campanha por Lula nos últimos dias. Sabem que aí está uma questão de vida ou morte.
Suponhamos agora que ocorra tudo isso: o governo não sai do buraco, a economia patina e Lula é apanhado. Todo mundo, na política, vai querer se afastar do PT, do ex-presidente e, pois, de Dilma. Aliás, ela também pode querer se afastar, mas para ficar de que lado, com quem?
Nesse momento, volta a ameaça do impeachment e aparece a articulação para se encontrar algum meio de substituir a presidente. Por quem? Aí já estão querendo especular demais — mas que aparece alguém, aparece.
Tudo considerado, o fator Lula é o decisivo. É a peça que falta para fechar um quadro de insustentabilidade do governo Dilma. Para variar, a história está também aqui com a Lava Jato.
Autor: jornalista Carlos Alberto Sardenberg
———————————————————-
Finalizando
Para o mau-caráter trair e enganar é algo normal, ele é um canalha que não tem misericórdia nem compaixão de ninguém. É um ser ambicioso, falso, egoísta e maléfico
Izzo Rocha – pensador
——————————————————————
Chega de Canalhas, de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP- 06/02/2016
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
