A “cara de pau” de Paulo Garcia ao opinar sobre o desmanche chinês no Corinthians

O dono da Kalunga, Paulo Garcia, maior financiador da campanha de Andres Sanches (PT) ao parlamento brasileiro (por dentro, mais de R$ 600 mil), não tem limites para expressar a “cara de pau” ao comentar a debandada de jogadores corinthianos para o mercado chinês:
“(…) o Corinthians de uns tempos para cá só tem jogador fatiado. Nem essas multas baixas ficam inteiras para o clube. Não sou contra empresários. Só acho que o Corinthians deveria brigar para ter sempre a grande maioria dos direitos de seus jogadores. E não tem. Esse desmanche não resolverá a vida do clube. Muito pelo contrário. É um desperdício.”
Em meio a resposta, à princípio, correta, Garcia omitiu que nove dos jogadores negociados (e fatiados) pertencem a seu irmão Fernando, sócio de Andres Sanches em transações de atletas, e do próprio Paulo, segundo alguns, não apenas nas empresas da família.
É evidente que o empresário está por dentro dos pormenores dos negócios.
Garcia, apesar das recentes declarações, nada fez, por motivações óbvias, mesmo ocupando o cargo de conselheiro do clube, para impedí-los ou investigá-los.
Até porque, apesar de posar como oposicionista à atual gestão, o dono da Kalunga dela participa, às sombras, colocando dinheiro (como no patrocínio da equipes Beach Soccer), dividindo o mesmo assessor, Olivério Junior, com Andres Sanches e Kia Joorabchian, além de, por diversas vezes, as mesas de restaurantes paulistanos, em que assuntos do clube são discutidos (e ocultados), para o bem dos interlocutores, quase sempre em detrimento do Corinthians.

