Saída de Andres Sanches da Superintendência de Futebol do Corinthians foi imposta pela CAIXA

Ontem, auxiliado pela falta de informação de boa parte da imprensa, o deputado federal Andres Sanches (PT), deitou e rolou em entrevistas que tinham por objetivo explicar sua renúncia ao cargo de Superintendente de Futebol do Corinthians:
“Era um acordo pré-determinado com o Roberto eu sair este ano depois de ajudar o clube a se levantar”, disse o dirigente, em clara auto-promoção, emendando, depois, em desvio de verdade: “estou articulando para a CBF, quero moralizar, dar transparência ao futebol brasileiro”.
Bravatas e oportunismo, apenas isso.
A verdade é bem diferente.
Em meio Às investigações da CPI do BNDES, a Caixa foi obrigada a enviar aos parlamentares cópia de todos os contratos entre as instituições, entre os quais os que envolvem a intermediação do empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do “Fielzão”.
Nele, existe uma clausula em que o Corinthians não pode ter como dirigente ninguém que ocupe os cargos de “deputado federal” ou “senador”, caso que atinge, diretamente, o abdicado Andres Sanches.
Inerte, até então, a CAIXA tinha por obrigação contratual, confirmado o descumprimento contratual, flagrante, do Corinthians, mandar executar a dívida, mas preferiu, com menos alarde, após perceber a movimentação da CPI, pressionar o clube a convencer Sanches de seu desligamento.
O que, por sinal, nada muda no Parque São Jorge.
Sanches, mesmo oficialmente fora do departamento, continuará comandando as negociatas, beneficiário que é de um esquema que negocia atletas, em quase 90%, de apenas duas fontes (quando não estão, ambas, nas transações): a família Garcia (através de Fernando) e o iraniano Kia Joorabchian (por intermédio de Giuliano Bertolucci).



